No Eixo II do Curso de Pedagogia da UFRGS, a interdisciplina que me trouxe aportes teóricos importantes para a construção do meu TCC foi Fundamentos da Alfabetização, pois através da mesma realizei leituras que instigaram reflexões acerca dos processos de alfabetização e letramento, contanto com contribuições de biografias de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, Psicogênese da Língua Escrita (1988), de Magda Soares, O que é Letramento? E O que é Letramento e Alfabetização. Letramento: um tema em três gêneros (2001) e outros.
Nesta revisita ao Eixo II, pude evidenciar a relevância desta interdisciplina, pois meu foco de interesse desde o início do curso foi a alfabetização e seus processos, e durante a prática de estágio supervisionado pude contar com estes embasamentos teóricos para nortearem esta experiência, com alunos do 2º ano do ensino fundamental, em pleno processo de construção da leitura e da escrita. As leituras acima mencionadas hoje estão embasando parcialmente a construção do meu TCC, e com elas procuro aprofundar meus estudos, fundamentando as percepções obtidas com a prática de estágio.
Revisitei a leitura de alguns métodos de alfabetização em textos que a Interdisciplina Fundamentos da Alfabetização oportunizou, e para mim ficou a certeza de que a preocupação com a alfabetização não deve ser focada nos métodos, mas sim, no sujeito que aprende, em como aprende, quais os processos, quais intervenções e interações são relevantes para a superação do estágio inicial, atingindo estágios mais complexos, para que os sujeitos não aprendam apenas a codificar e decodificar signos, mas para usufruírem destas habilidades e competências socialmente.
Tais apontamentos estarão evidenciados em meu TCC... fica o convite para uma visita a leitura deste...claro, assim que estiver concluído, ou ainda...pode ser visualizado parcialmente em meu pbworks específico para esta demanda, no seguinte endereço: https://lucianeribastcc.pbworks.com
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13 de set. de 2010
29 de set. de 2009
LETRAMENTO OU ALFABETIZAÇÃO?
Muitas são as discussões entre os teóricos em função dos conceitos de alfabetização e/ou letramento.
O conceito de alfabetização costuma restringir-se ao processo mecânico de codificar e decodificar signos, ler e escrever. Mas Paulo Freire, ao longo de suas obras, sempre o conceito de alfabetização numa perspectiva bem mais ampla, sempre vinculada a emancipação do sujeito, à autonomia, à criticidade, enfim, a alfabetização com relação direta a construção da cidadania.
Muitos teóricos receiam que a concepção de alfabetização nesta perspectiva freireana fique restrita apenas aos meios acadêmicos, e por isso, o conceito de letramento ganha espaço a fim de garantir esta nova roupagem de emancipação do sujeito.
Percebemos a partir de estudos empíricos propostos pela Interdisciplina de linguagem e Educação, do eixo VII, do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS que o conceito de letramento é algo amplo e deve ser considerado segundo seu contexto.
[...] A palavra ‘letramento’ não está ainda dicionarizada. Pela complexidade e variação dos tipos de estudos que se enquadram nesse domínio, podemos perceber a complexidade do conceito. Assim, se um trabalho sobre letramento examina a capacidade de refletir sobre a própria linguagem de sujeitos alfabetizados versus sujeitos analfabetos (por exemplo, falar de palavras, sílabas e assim sucessivamente), então, segue-se que para esse pesquisador ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma capacidade metalinguística em relação à própria linguagem. Se, no entanto, um pesquisador investiga como um adulto e uma criança de um grupo social, versus outro grupo social, falam sobre o livro, a fim de caracterizar essas práticas, e, muitas vezes, correlacioná-las com o sucesso da criança na escola, então, segue-se que para esse investigador o letramento significa uma prática discursiva de determinado grupo social, que está relacionada ao papel da escrita para tornar significativa essa interação oral, mas que não envolve, necessariamente, as atividades específicas de ler ou de escrever (ver Heath, 1982, 1983; v. também Rojo, neste volume). (KLEIMAN, 2006)
Entretanto, a escola é uma importante agência de letramento, que não deveria envolver apenas o letramento escolar ( aquisição de códigos alfabéticos e numéricos...) mas letramento social oriundos de outras agências, família, trabalho, igreja, grupos e tantos outros, entendido como um conjunto de práticas sociais a partir da aquisição da escrita.
Qual o real papel da escola? Alfabetizar ou letrar?
Para mim, fica bem claro que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra, e isto deve ser considerado nas práticas escolares, bem como, envolver o letramento desde o início da alfabetização.
Parece confuso, mas não é!
O conceito de alfabetização costuma restringir-se ao processo mecânico de codificar e decodificar signos, ler e escrever. Mas Paulo Freire, ao longo de suas obras, sempre o conceito de alfabetização numa perspectiva bem mais ampla, sempre vinculada a emancipação do sujeito, à autonomia, à criticidade, enfim, a alfabetização com relação direta a construção da cidadania.
Muitos teóricos receiam que a concepção de alfabetização nesta perspectiva freireana fique restrita apenas aos meios acadêmicos, e por isso, o conceito de letramento ganha espaço a fim de garantir esta nova roupagem de emancipação do sujeito.
Percebemos a partir de estudos empíricos propostos pela Interdisciplina de linguagem e Educação, do eixo VII, do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS que o conceito de letramento é algo amplo e deve ser considerado segundo seu contexto.
[...] A palavra ‘letramento’ não está ainda dicionarizada. Pela complexidade e variação dos tipos de estudos que se enquadram nesse domínio, podemos perceber a complexidade do conceito. Assim, se um trabalho sobre letramento examina a capacidade de refletir sobre a própria linguagem de sujeitos alfabetizados versus sujeitos analfabetos (por exemplo, falar de palavras, sílabas e assim sucessivamente), então, segue-se que para esse pesquisador ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma capacidade metalinguística em relação à própria linguagem. Se, no entanto, um pesquisador investiga como um adulto e uma criança de um grupo social, versus outro grupo social, falam sobre o livro, a fim de caracterizar essas práticas, e, muitas vezes, correlacioná-las com o sucesso da criança na escola, então, segue-se que para esse investigador o letramento significa uma prática discursiva de determinado grupo social, que está relacionada ao papel da escrita para tornar significativa essa interação oral, mas que não envolve, necessariamente, as atividades específicas de ler ou de escrever (ver Heath, 1982, 1983; v. também Rojo, neste volume). (KLEIMAN, 2006)
Entretanto, a escola é uma importante agência de letramento, que não deveria envolver apenas o letramento escolar ( aquisição de códigos alfabéticos e numéricos...) mas letramento social oriundos de outras agências, família, trabalho, igreja, grupos e tantos outros, entendido como um conjunto de práticas sociais a partir da aquisição da escrita.
Qual o real papel da escola? Alfabetizar ou letrar?
Para mim, fica bem claro que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra, e isto deve ser considerado nas práticas escolares, bem como, envolver o letramento desde o início da alfabetização.
Parece confuso, mas não é!
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