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22 de out. de 2010

Contribuições do Eixo VII para meu TCC

Numa rápida revisita as Interdisciplinas do Eixo VII destaco o quanto a Interdisciplina de Linguagem e Educação teve pertinência durante a elaboração do meu TCC, onde muitos textos e artigos foram utilizados como referenciais teóricos visto que tratam das questões de linguagem, e em especial, dos letramentos, tema este abordado no meu Trabalho de Conclusão de Curso.
A postagem do dia 02 de dezembro de 2009 realizada neste Blog Portfólio e intitulada Contribuições...Linguagem e Educação traz algumas evidências sobre a relevância dos textos propiciados pela Interdisciplina destacada. Foi através dos estudos dos textos disponibilizados que compreendi a distinção entre alfabetização e letramentos, ao mesmo tempo, processos indissociáveis. Esta compreensão também deu origem à postagem do dia 29 de setembro de 2009, com o título Letramento ou alfabetização? Que surtiu alguns debates e discussões. Nesta postagem havia levantado a questão do uso recente nos meios acadêmicos e por alguns teóricos do conceito de Letramento, onde afirmei que este termo ainda não havia sido dicionarizado, isso se deu, pois em um dos textos disponibilizados consta tal afirmação, porém, a professora Nádie Christina apontou a dicionarização deste. Tais estudos foram aprofundados durante a elaboração do meu TCC, e que foi se transformando, certezas provisórias que geraram dúvidas e foram transformadas em novas certezas.
Para mim, estes movimentos é que constituíram e constituem nossas aprendizagens durante todo o Curso de Pedagogia à distância, da UFRGS neste pólo, onde hoje concebo que as aprendizagens são processos contínuos que seguem durante toda a nossa vida, são sempre transformados...É o que nossa mestra Nádie Christina Ferreira Machado afirma em sua tese Estudo das trajetórias de letramento em curso de educação a distância : o texto, o papel e a tela do computador (2009), o letramento é um processo continuum por toda nossa vida.
Considero neste momento, que as contribuições da Interdisciplina de Linguagem e Educação estão mais bem evidenciadas no meu TCC, em breve disponíveis a aqueles que se interessar a lê-lo.

29 de set. de 2009

LETRAMENTO OU ALFABETIZAÇÃO?

Muitas são as discussões entre os teóricos em função dos conceitos de alfabetização e/ou letramento.
O conceito de alfabetização costuma restringir-se ao processo mecânico de codificar e decodificar signos, ler e escrever. Mas Paulo Freire, ao longo de suas obras, sempre o conceito de alfabetização numa perspectiva bem mais ampla, sempre vinculada a emancipação do sujeito, à autonomia, à criticidade, enfim, a alfabetização com relação direta a construção da cidadania.
Muitos teóricos receiam que a concepção de alfabetização nesta perspectiva freireana fique restrita apenas aos meios acadêmicos, e por isso, o conceito de letramento ganha espaço a fim de garantir esta nova roupagem de emancipação do sujeito.
Percebemos a partir de estudos empíricos propostos pela Interdisciplina de linguagem e Educação, do eixo VII, do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS que o conceito de letramento é algo amplo e deve ser considerado segundo seu contexto.
[...] A palavra ‘letramento’ não está ainda dicionarizada. Pela complexidade e variação dos tipos de estudos que se enquadram nesse domínio, podemos perceber a com­plexidade do conceito. Assim, se um trabalho sobre letra­mento examina a capacidade de refletir sobre a própria linguagem de sujeitos alfabetizados versus sujeitos anal­fabetos (por exemplo, falar de palavras, sílabas e assim sucessivamente), então, segue-se que para esse pesquisa­dor ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma ca­pacidade metalinguística em relação à própria lingua­gem. Se, no entanto, um pesquisador investiga como um adulto e uma criança de um grupo social, versus outro grupo social, falam sobre o livro, a fim de caracterizar essas práticas, e, muitas vezes, correlacioná-las com o sucesso da criança na escola, então, segue-se que para esse inves­tigador o letramento significa uma prática discursiva de determinado grupo social, que está relacionada ao papel da escrita para tornar significativa essa interação oral, mas que não envolve, necessariamente, as atividades es­pecíficas de ler ou de escrever (ver Heath, 1982, 1983; v. também Rojo, neste volume). (KLEIMAN, 2006)
Entretanto, a escola é uma importante agência de letramento, que não deveria envolver apenas o letramento escolar ( aquisição de códigos alfabéticos e numéricos...) mas letramento social oriundos de outras agências, família, trabalho, igreja, grupos e tantos outros, entendido como um conjunto de práticas sociais a partir da aquisição da escrita.
Qual o real papel da escola? Alfabetizar ou letrar?
Para mim, fica bem claro que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra, e isto deve ser considerado nas práticas escolares, bem como, envolver o letramento desde o início da alfabetização.
Parece confuso, mas não é!