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26 de set. de 2010

EIXO IV E RELAÇÕES COM O TCC

No Eixo IV do Curso de Pedagogia à distância, na Interdisciplina de Seminário Integrador IV, realizamos uma atividade de muita relevância para o desenvolvimento do meu TCC, que foi a elaboração do Plano Individual de Estudos, cujo objetivo era apontar as necessidades sentidas no decorrer com curso, como aprendizes, fazendo uma revisita aos percursos obtidos nesta graduação. Já no Eixo IV identifiquei a necessidade de aprender como elaborar trabalhos dentro de um formato mais acadêmico, ou seja, sentia necessidade de aprender a formatar trabalhos de acordo com as Normas da ABNT, primando por apresentações mais “estéticas”.
Passei então a estudar as Normas mais essenciais, como formatar um texto, um artigo e outros materiais que produzia, exercitando fazer citações e referências de forma adequada, e neste percurso, muito aprendi e hoje constato que foi de suma importância ter realizado estes estudos, pois o TCC exige uma escrita qualitativa e acadêmica, além de formato de acordo com as Normas da ABNT para monografias. As aprendizagens que obtive no Eixo IV, serviram-me de base para que hoje eu pudesse ter mais tranqüilidade na construção de meu TCC, neste sentido. É claro que estamos sempre aprendendo, as Normas estão em constante atualização, mas para esta etapa de conclusão de curso é indispensável ter noção de como se estrutura um texto, uma monografia, e se caso não tivesse importância não seria uma exigência nesta tarefa. Hoje percebo que as aprendizagens das mais diversas possíveis ganham igual importância, pois em algum momento nos valemos dela. Reflito que se não tivesse obtido tal conhecimento, hoje teria mais um obstáculo a ser vencido, além da construção do TCC teria que buscar informações quanto à formatação... algumas evidências sobre o Plano de Estudos que realizei e os objetivos que alcancei podem ser visualizados na postagem que realizei neste blog, intitulada Plano Individual de Estudos, postada em 17 de abril de 2008, e também na postagem realizada em 20 de novembro do mesmo ano, com o título Refletindo sobre O Plano Individual de Estudos (PIE), esta reflexão traduz que determinadas aprendizagens se dão num processo, que requer tempo, busca e determinação. Atualmente, não posso afirmar que o conhecimento objetivado quanto à formatação estão 100% adquiridos, mas servem de base para novas aprendizagens e compreensões mais complexas, aumentando gradativamente as habilidades e capacidades para que eu possa adquirir novos conhecimentos, conhecimentos mais elaborados, mais complexos, com maiores níveis de exigência.
Não foi só a Interdisciplina de Seminário Integrador que me trouxe conhecimentos importantes, que me possibilitou aprendizagens para minha formação, as Interdisciplinas de Representação do Mundo pela Matemática, pelos Estudos Sociais, pelas Ciências Naturais tiveram igual importância nesta perspectiva, porém optei por tratar de apenas uma Interdisciplina para que esta reflexão não viesse a ficar extensa por demais. Reforço que as aprendizagens que construí no Eixo IV são sempre válidas nas práticas pedagógicas, e estarão me acompanhando nas minhas escolhas e caminhada no PEAD, na vida profissional e pessoal.

19 de set. de 2008

Refletindo em tempos de eleição

Nos últimos meses, noto um forte crescimento de apelos midiáticos, através de propagandas na televisão e rádio promovendo a tomada de consciência do que venha a ser a democracia, quanto ao direito e à importância do voto para elegermos prefeitos municipais e vereadores.
Partindo desta consideração, passei a refletir mais sobre as questões envolvidas neste processo, como as posturas assumidas, tanto por parte dos candidatos quanto da população de modo geral, eleitores ou não.
Para mim, está sendo impossível manter-me “neutra”, sem considerar este período como um chamamento ao exercício da cidadania, pois há considerações necessárias a serem exercitadas.
Lamento o fato de termos jovens políticos já entrelaçados na corrupção, favorecendo alguns, privilegiando outros, e principalmente, subordinando eleitores na compra de um direito constitucional, o voto, este negociado por caçambas de aterro, propina em dinheiro para placas de propaganda dos candidatos, contratos empregatícios, entre uma série de outras artimanhas, e o pior, de forma descarada como se fosse algo normal e ou legal.
Também somos levados a ver as atitudes do povo frente a estas condutas, onde muitos pensam que “essa é a hora de ser beneficiado”, justificando tamanha “complacência” com tais atitudes. Vejo pessoas indignadas, revoltadas com a maneira como os políticos lidam com o povo, quando desconsideram a capacidade de cada um de pensar e enxergar o que está acontecendo. Percebo que há outros “trabalhando” arduamente para levar e propiciar conhecimentos possa trazer consciência política à população. Muitos estão desacreditados, anojados e repudiados pelo “engodo político” aos quatro cantos demonstrados, na tentativa de iludir, seduzir e ludibriar o povo, enfim...
Pensando nas competências e responsabilidades que cada cidadão deve assumir, considero necessário que cada um de nós venha a se desprender da camuflagem opressora, da dominação legítima, que Max Weber (sociólogo) nos traz em seus escritos, para que possamos “erguer nossa bandeira” em prol de uma política séria e honesta, de tudo aquilo que acredito para que de vez, acabamos com a “Democracia de caudilho” que hoje vivenciamos.

12 de nov. de 2007

Aulas ministradas a partir de uma nova postura...

A partir do comentário da professora Nádie, farei alguns registros com exemplos de aulas ministradas por mim, através das novas posturas que as interdisciplinas vêm proporcionando-me ao longo do curso...
...Em relação ao ensino da arte, minhas aulas passaram a valorizar a apreciação e a contextualização histórica, antes não valorizada. Deixei de lado a idéia da necessidade extrema de confecção ou criação de algo para tornar válida a prática em artes. Passei a dar o devido valor a cultura visual, a apreciar e dar oportunidade aos alunos a exercitarem esta prática. Hoje, as aulas referentes ao ensino da arte são bem mais pensadas e elaboradas, procurando contemplá-las, integralmente.
Agora as aulas contam com estudos sobre a obra, nome do autor, descrições, interpretação, contextualização, apreciação, releitura, e criação de trabalhos.
Por exemplo, esta aula a seguir descrita, dá idéia do que venho relatando:
Embora o currículo escolar não contemple a arte das diferentes culturas, indígena, africana e popular, o professor tem a autonomia para trabalhá-las em nossa sala de aula, pois os conhecimentos mediados com nossos alunos dependem do que estamos propondo, o porquê, como, para quem e para quê estamos oferecendo-o. Foi a partir desta lógica que achei interessante trabalhar com as três imagens da temática 4- Cultura Visual.Os alunos foram divididos em grupos de quatro componentes, recebendo todas as três imagens, onde discutiram sobre elas, o que cada uma representava, descreveram-nas oralmente para o grande grupo oralmente, por se tratar de alunos com faixa etária entre seis e 7anos, não dominam a escrita. Logo após levantarmos muitos questionamentos sobre as mesmas, fizemos uma visita até a biblioteca, onde cada aluno teve acesso a livros que compõe as mais diversas obras e seus respectivos artistas, fez a escolha de uma obra específica, onde em círculo apresentou-a a seus colegas, descrevendo-a, interpretando-a com trocas de idéias entre eles, e logo, li e identifiquei para eles o artista, o nome da obra e suas descrições. Para finalizar a atividade do dia, cada aluno escolheu um tema e representaram-o com uma “pintura em tela” (folha de ofício), com materiais de livre escolha, tinta, giz de cera, lápis de cor, colagens, recortes, etc. Os trabalhos ficaram lindos! Basta agora, dar seqüência nesta atividade, para explorarmos cada vez mais os conhecimentos de artes na escola. Eu espero que esta aula tenha de fato contemplada a cultura visual, pois os objetos das obras foram analisados em comparação, articulando o trabalho com semelhanças e diferenças. Atingiu a proposta triangular, através da apreciação, do conhecimento da arte, da contextualização histórica e da criação, além do trabalho com o multiculturalismo através da diversidade das obras exploradas nesta atividade.Espero ter atingido os objetivos desta temática da mesma forma que procuro ter acrescentado a todos os envolvidos em minha sala de aula. Esta foi apenas uma atividade aplicada com os alunos, embora saibamos que há inúmeras possibilidades de trabalhar a arte como conhecimento, com uma postura condizente com que a arte merece no contexto escolar.

30 de out. de 2007

As interdisciplinas

Teatro, assim como a interdisciplina de Arte, Música, Ludicidade e Literatura estão trazendo uma nova visão para nossas práticas pedagógicas em sala de aula.
Ficam as maiores evidências aqui registradas: a nova concepção de teatro, as condições básicas da teatralidade e sua potencialidade, a improvisação, os jogos dramáticos, a expressividade, o movimento corporal, a intencionalidade e os elementos fundamentais, texto, ator, público ou platéia, além de toda sua trajetória no âmbito escolar.
A evidência do conceito de música nos permite afirmar como sonoridade e tons, antes não percebidos... o brincar com toda sua relevância e ainda como apropriar-se de habilidades condizentes à uma bela contação de histórias.
Estas reflexões trazem em síntese marcas que venho adquirindo nesta breve caminhada com tais interdisciplinas...onde os alunos já demonstram maior entusiasmo nas aulas em função desta nova direção assumida através dos conhecimentos que estamos sendo contemplados.

25 de out. de 2007

Evidências

Evidências

A disciplina de artes trouxe-me muitos conhecimentos, transformando minha postura e prática em sala de aula.
Embora nunca tenha sido uma professora a favor de folhas com desenhos mimeografados ou xerocados, não tinha total consciência do que tais práticas representavam.
Uma questão muito importante foi compreender que o ensino da arte não requer produção, requer apreciação, contextualização histórica, conhecimento da história da arte, das obras, enfim. Oportunizou-me a conhecer a trajetória do ensino da arte na educação, a proposta triangular, arte como conhecimento, multiculturalismo.
Está sendo uma interdisciplina muito rica, oportunizando inúmeros conhecimentos que até então não tinha contato, como por exemplo, apreciar, interpretar e descrever uma obra de arte.
Estou adotando uma nova postura em sala de aula em prol desta nova consciência em relação à ARTE.
Fico angustiado quando penso que poucos são os professores com oportunidades de adquirirem estes conhecimentos, ou melhor, esta aquisição depende da busca de cada profissional.
Arte para mim passou a ser cultura, criação, expressão ou seja, vida.