A Interdisciplina de Seminário Integrador VI, do 6º semestre, do Curso de Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a distância do Pólo de Três Cachoeiras deu continuidade aos trabalhos com Projetos de Aprendizagem, onde adquirimos conhecimentos relevantes quanto a referida Proposta Metodológica. Este Interdisicplina do Eixo VI tratou de evidenciar a pertinência de trazermos para a educação uma metodologia focada na aprendizagem, deixando para trás o foco do ensino, visto que, o próprio Piaget já afirmava que nem todo ensino corresponde a aprendizagem. E com base nesta perspectiva, destaco a Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II como muito pertinente para o desenvolvimento do meu TCC, que trata das influências da Metodologia de Projetos de Aprendizagem para o desenvolvimento da Alfabetização e Letramentos. Esta Interdisciplina contemplou estudos sobre o Método Clínico Piagetiano, que entende a aprendizagem e ensino como processos distintos.
Meu TCC por sua vez, abrange o pressuposto teórico de Jean Piaget, por meio dos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1988) que partiram da epistemologia genética para explicar os processos de construção e desenvolvimento da alfabetização, ou seja, explicam como os alunos constroem diferentes hipóteses do sistema alfabético, por meio de níveis de conceitualização. Para as autoras, a alfabetização é entendida não só como apropriação do sistema de escrita, mas também, como compreensão dos usos e funções da escrita, contemplando assim, o conceito de Letramento, embora Emília Ferreira conceba o uso deste termo como modismo e desnecessário.
Na construção do meu TCC, além de tratar da Epistemologia Genética de Jean Piaget, de abordar a Metodologia de Projetos de Aprendizagem muito me vali das contribuições das Interdisciplinas de Seminário Integrador VI e Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II. Ambas as Interdisciplinas são responsáveis pela base teórica de estudos indispensáveis para que hoje eu tivesse a concepção de que de nada adiante sabermos ensinar, se não compreendemos como nossos alunos aprendem.
Nos parágrafos acima, tento deixar registrado algumas relações e contribuições das Interdisciplinas mencionadas para com meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em plena construção.
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12 de out. de 2010
29 de mai. de 2010
TEORIA E PRÁTICA
Desde o início do estágio com os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental venho refletindo sobre a pertinência das teorias sobre alfabetização. Pergunto-me sobre como seria se não tivesse tido tal formação para estar em contato com os alunos, o que seria de minha prática pedagógica? Com certeza, seria uma prática excludente, desconectada, descontextualizada, enfim... Isso porque para mim é muito claro que, para compreendermos o processo de construção dos alunos no que tange a alfabetização, é primordial que conhecemos teorias voltadas para esta abordagem, metodologias e didáticas coerentes para a realidade da sala de aula.
Minha prática está pautada em princípios teóricos que dão significado as propostas da alfabetização, e para tal fez-se necessárias muitas leituras, estudos e pesquisas para que pudesse ter clareza sobre como se dá o processo de alfabetização, com ênfase especial, em como os alunos aprendem, e que hipóteses permeiam suas aprendizagens. Sem tais noções, seria impossível construir uma prática pedagógica que auxilie no desenvolvimento da alfabetização.
A alfabetização a que me refiro, entendo por uma construção da leitura e da escrita atrelada ao letramento, pois a codificação e decodificação são importantes para a compreensão lingüística e o letramento para que os alunos possam construir com propriedade a leitura de mundo, onde se complementam compreender o uso da língua e sua função social.
No que tange a alfabetização, posso afirmar que se trata de algo complexo, que requer muita observação, intervenção do professor, para que os alunos possam usufruir daquilo de que de fato precisa para se desenvolverem, o espaço da sala de aula deve ser rico de portadores de textos, de gêneros literários, de experiências, de confrontos, de trocas, enfim... É uma série de elementos a serem contemplados para que haja sucesso na proposta de alfabetizar. Além de tudo que considero importante no processo de alfabetização, não posso deixar de fora os processos internos dos alunos, que muitas vezes vão além do que é propiciado, requer muito mais, um olhar mais focado, sensibilidade, flexibilidade, compreensão, paciência, entendimento, ousadia, etc. Estes requisitos exigem bastante do professor, da prática pedagógica desenvolvida em sala de aula, e talvez, sejam eles os responsáveis por tamanha resistência por parte dos professores da escola em que trabalho, em assumir a alfabetização, visto que, o próprio professor acaba sendo avaliado segundo as conquistas ou fracassos dos alunos.
Alfabetizar é sempre um desafio, e para mim, um desafio apaixonante, pois a cada dia visualizamos os progressos, os feedbacks são imediatos, e vão nos orientando dia após dia, para que alimentamos nossos alunos de acordo com a sua fome de saber, conhecer e aprender... E quando a fome é pequena, temos que provocá-la, saber do que gostam de comer, qual o alimento que lhe causa prazer, e assim, gradativamente, tornando-os cada vez mais famintos, para que descubram que esta fome deve perdurar por toda nossa existência.
Estas são minhas reflexões, que refletem minhas convicções, minha opinião quanto a alfabetização!
Minha prática está pautada em princípios teóricos que dão significado as propostas da alfabetização, e para tal fez-se necessárias muitas leituras, estudos e pesquisas para que pudesse ter clareza sobre como se dá o processo de alfabetização, com ênfase especial, em como os alunos aprendem, e que hipóteses permeiam suas aprendizagens. Sem tais noções, seria impossível construir uma prática pedagógica que auxilie no desenvolvimento da alfabetização.
A alfabetização a que me refiro, entendo por uma construção da leitura e da escrita atrelada ao letramento, pois a codificação e decodificação são importantes para a compreensão lingüística e o letramento para que os alunos possam construir com propriedade a leitura de mundo, onde se complementam compreender o uso da língua e sua função social.
No que tange a alfabetização, posso afirmar que se trata de algo complexo, que requer muita observação, intervenção do professor, para que os alunos possam usufruir daquilo de que de fato precisa para se desenvolverem, o espaço da sala de aula deve ser rico de portadores de textos, de gêneros literários, de experiências, de confrontos, de trocas, enfim... É uma série de elementos a serem contemplados para que haja sucesso na proposta de alfabetizar. Além de tudo que considero importante no processo de alfabetização, não posso deixar de fora os processos internos dos alunos, que muitas vezes vão além do que é propiciado, requer muito mais, um olhar mais focado, sensibilidade, flexibilidade, compreensão, paciência, entendimento, ousadia, etc. Estes requisitos exigem bastante do professor, da prática pedagógica desenvolvida em sala de aula, e talvez, sejam eles os responsáveis por tamanha resistência por parte dos professores da escola em que trabalho, em assumir a alfabetização, visto que, o próprio professor acaba sendo avaliado segundo as conquistas ou fracassos dos alunos.
Alfabetizar é sempre um desafio, e para mim, um desafio apaixonante, pois a cada dia visualizamos os progressos, os feedbacks são imediatos, e vão nos orientando dia após dia, para que alimentamos nossos alunos de acordo com a sua fome de saber, conhecer e aprender... E quando a fome é pequena, temos que provocá-la, saber do que gostam de comer, qual o alimento que lhe causa prazer, e assim, gradativamente, tornando-os cada vez mais famintos, para que descubram que esta fome deve perdurar por toda nossa existência.
Estas são minhas reflexões, que refletem minhas convicções, minha opinião quanto a alfabetização!
5 de mai. de 2010
A PRÁTICA PEDAGÓGICA REQUER AÇÃO...
Muito tenho refletido, percebendo que a ação também á algo de muita importância no fazer pedagógico, quando intencionamos o desenvolvimento dos indivíduos que fazem parte da nossa sala de aula. Não basta refletir, é preciso muita ação, desprendimento, saber ouvir, estar atenta, observar, intervir, mediar, contribuir, cooperar, desestruturar (cognitivo), aparar (afetivo), integrar (social), enfim, são inúmeras as ações que a prática de sala de aula nos exige. Para tanto, estar embasada teoricamente, ter bem claro os princípios norteadores da prática pedagógica, as metodologias utilizadas, os objetivos e principalmente, conhecer o público de nossa “demanda” são questões imprescindíveis para o sucesso de nossa proposta de trabalho no âmbito escolar.
Estou me dedicando ao máximo para dar conta deste desafio estimulador que está sendo minha prática de estágio, são muitas horas diárias de reflexão, planejamento, re-planejamento, atuação, estudos, pesquisas, enfim, e estou tendo mais clareza do quanto ser educador requer que estejamos em constante processo de aprendizagem, abertos e dispostos as demandas que se modificam dia após dia.
É também no dia após dia que recebemos recompensas daquilo que estamos propondo, nos gestos e ações mais simples até as mais complexas, é através de trocas de olhares, de gestos de carinho, de progressos que percebemos de nossos alunos que vão nos revitalizando para seguirmos adiante e acreditarmos que muito é possível em si tratando de educação, de construção do conhecimento.
Horas difíceis, horas não, momentos de frustração e de realização, o estágio está sendo muito rico para meu desenvolvimento profissional e pessoal, pois estou experienciando, reafirmando teorias, desestabilizando conceitos, enriquecendo outros, enfim, numa mescla de sentimentos que me dão a idéia de que tudo vai dar certo, ou melhor, ao final, tudo será de grande valia.
Vamos lá!!!!
Estou me dedicando ao máximo para dar conta deste desafio estimulador que está sendo minha prática de estágio, são muitas horas diárias de reflexão, planejamento, re-planejamento, atuação, estudos, pesquisas, enfim, e estou tendo mais clareza do quanto ser educador requer que estejamos em constante processo de aprendizagem, abertos e dispostos as demandas que se modificam dia após dia.
É também no dia após dia que recebemos recompensas daquilo que estamos propondo, nos gestos e ações mais simples até as mais complexas, é através de trocas de olhares, de gestos de carinho, de progressos que percebemos de nossos alunos que vão nos revitalizando para seguirmos adiante e acreditarmos que muito é possível em si tratando de educação, de construção do conhecimento.
Horas difíceis, horas não, momentos de frustração e de realização, o estágio está sendo muito rico para meu desenvolvimento profissional e pessoal, pois estou experienciando, reafirmando teorias, desestabilizando conceitos, enriquecendo outros, enfim, numa mescla de sentimentos que me dão a idéia de que tudo vai dar certo, ou melhor, ao final, tudo será de grande valia.
Vamos lá!!!!
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29 de mar. de 2010
Repensar é a proposta...
Há algum tempo, em especial neste mês de março, venho refletindo e repensando acerca do Curso de Pedagogia, suas interdisciplinas e proposta, também sobre o estágio que estarei realizando nos próximos meses e fundamentalmente na prática pedagógica, no “ser educadora”.
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
24 de nov. de 2009
Reflexões interdisciplinares...

Hoje me dediquei a refletir sobre as contribuições das Interdisciplinas do Eixo VII, do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
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7 de mai. de 2009
EM TEMPOS DE INCLUSÃO
A Educação Especial é algo que me chama a atenção há muitos anos, e quando percebi que teríamos uma interdisciplina voltada para esta área fiquei um tanto “eufórica” para conhecer o que traria de aprendizagem e novos conhecimentos.
Confesso que inicialmente fiquei frustrada, pois não estava correspondendo às minhas expectativas. Só agora, a partir da realização de algumas leituras, trocas com os colegas através de fóruns é que o “fascínio” se ascendeu, isto porque desejada conhecimentos bem pontuais que pudessem nortear a minha prática docente, oportunizando uma boa base teórica, que posteriormente, poderá surtir efeitos significativos na prática.
A interdisciplina está contemplando minhas expectativas, oportuniza textos acessíveis, nos propiciou conhecer a história da Educação Especial em nosso país, bem como, a caminhada percorrida no cenário educacional em prol da inclusão, as mudanças de conceitos perante as diferenças e ainda, aponta as mudanças necessárias e urgentes.
São destas aprendizagens que necessitamos, precisamos de uma formação de qualidade para que possamos contribuir para com a educação.
A Inclusão é possível, é necessária e depende de cada um de nós!
Pensamos nisso!
Confesso que inicialmente fiquei frustrada, pois não estava correspondendo às minhas expectativas. Só agora, a partir da realização de algumas leituras, trocas com os colegas através de fóruns é que o “fascínio” se ascendeu, isto porque desejada conhecimentos bem pontuais que pudessem nortear a minha prática docente, oportunizando uma boa base teórica, que posteriormente, poderá surtir efeitos significativos na prática.
A interdisciplina está contemplando minhas expectativas, oportuniza textos acessíveis, nos propiciou conhecer a história da Educação Especial em nosso país, bem como, a caminhada percorrida no cenário educacional em prol da inclusão, as mudanças de conceitos perante as diferenças e ainda, aponta as mudanças necessárias e urgentes.
São destas aprendizagens que necessitamos, precisamos de uma formação de qualidade para que possamos contribuir para com a educação.
A Inclusão é possível, é necessária e depende de cada um de nós!
Pensamos nisso!
QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS E SUAS CONTRIBUIÇÕES

A interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação, do Curso de Pedagogia à Distância da UFRGS, ministrada pelo professor Nilton Mullet vem ocupando espaço de pareço para minha formação.
Apreço porque me orienta como trabalhar com as questões étnico-raciais em sala de aula, através de atividades que nos envolvem e nos fazem refletir sobre nossas ações e nossa própria identidade.
O trabalho de elaboração de um MOSAICO com alunos da 4ª série do Ensino Fundamental da Escola Fernando Ferrari permitiu que todos os envolvidos pudessem perceber nossa mistura de raças e etnias, bem como a diversidade étnico-racial que compõe Três Cachoeiras.
No fórum específico da interdisciplina o professor Nilton Mullet sintetiza a intenção com o trabalho da diversidade étnico-racial em sala de aula, dizendo:
“acho que o fato de a escola se dedicar às questões étnico-raciais não apenas nos permite discutir e colocar em questão práticas racistas, mas permite um diálogo das diferenças e, mais ainda, pode levar os estudantes a terem mais orgulho de seus pertencimentos, de seu jeito de ser, de seu modo de vida. Enfim, creio que a compreensão da diferença implica, em primeiro, a aceitação de si mesmo – orgulho de ser quem se é, sem se colocar acima dos outros”. (Mullet, 2009)
Creio que esta contribuição do professor é algo que merece destaque, porque nos ensina através da sua própria visão das coisas a partir das construções que traz consigo através de seu exemplo, despido de preconceitos.
Então, considero que aceitar o outro depende da aceitação de nós mesmos.
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6 de mai. de 2009
O CLUBE DO IMPERADOR A PARTIR DE ALGUMAS CONSIDERAÇÕES...

O filme sugerido pela Interdisciplina de Filosofia da Educação tem muito a contribuir porque nos instiga a reflexão sobre nossa prática docente, mais precisamente, quanto à postura que assumimos em sala de aula.
Pude perceber o quanto complexa é a nossa tarefa diária frente aos alunos, distintos entre si, e temos que estar sempre atentos ao que vivenciamos, presenciamos, interagimos, trocamos no convívio da sala de aula e fora dela, pois muitas vezes não nos damos por conta do quanto influenciamos as pessoas a nossa volta , sem qualquer intenção.
Algo que me chamou a atenção nas cenas do filme assistidas foi a avaliação do professor, assumindo faces distintas, porque em avaliação que fizera levou em consideração o empenho do aluno, a possibilidade de mudar a conduta do aluno, de aproximar-se dele, que por sua vez, pode ter sido justa com o aluno naquele momento, porém injusta com os seus colegas, pois haviam outros melhores preparados para o desafio do concurso “Júlio Cesar”.
Nossas decisões e avaliações devem ser refletidas para que possamos superar os deslizes cometidos...
... o erro poderá ser construtivo quando temos a oportunidade de rever nossos conceitos, reavaliar nossas atitudes e refazer nossas práticas.
24 de mar. de 2009
Projeto de Aprendizagem: uma nova metodologia
Durante a minha escolarização, a partir de 1987 presenciei uma metodologia de trabalho que se estendeu ao longo dos anos, até a conclusão do curso Normal Médio, os Projetos de Pesquisa. Contudo, aprendi que se trata de uma forma de trabalho onde o tema é sugerido pelo professor da classe, estabelecendo o que a pesquisa deve conter, quais os meios e a avaliação gira em torno do produto final.
É claro que no período em que cursei o magistério e durante o estágio tive contato com Projetos Pedagógicos, porém nós professores estabelecíamos os temas a serem trabalhados em tempos pré-determinados, bem como, os caminhos a serem percorridos. Toda esta percepção marca muito o modelo de educação que se estende há muitos anos, embora reconhecemos que vem surgindo um forte movimento em prol de uma educação mais “liberta”.
E somente no 2º semestre do ano de 2008, no eixo V do Curso de Pedagogia a Distância da UFRGS fui contemplada por uma nova metodologia de trabalho, através das interdisciplinas de Seminário Integrador V e Projeto Pedagógico em Ação, os Projetos de Aprendizagens.
No começo não foi muito agradável, foi um tanto “diferente” trabalhar neste novo contexto, porque desestabilizou meu saber, mexeu com algo acomodado, trouxe um desafio muito grande, pois não temos como saber os rumos que um Projeto de Aprendizagem pode tomar. Perante esta metodologia, pude compreender que a proposta parte do interesse dos envolvidos, a pergunta chave e geradora desta metodologia surgem da curiosidade particular do indivíduo, e é ele próprio o responsável por traçar os caminhos a serem percorridos. Os Projetos de Aprendizagem não são estáticos, podem e devem ser alterados conforme o que se pretende, onde a avaliação leva em consideração todo o desenvolvimento, os caminhos, as estratégias utilizadas, as mudanças, e não somente o produto final.
E a aula presencial do dia 18 de março, da Interdisciplina de Seminário Integrador VI trouxe um feedback do semestre anterior, e reforçou as diferenças entre Projeto de Pesquisa e Projeto de Aprendizagem.
Hoje percebo que trabalhar por meio de Projetos de Aprendizagens se torna um diferencial muito interessante, porque exige maior desenvoltura do professor, possibilita aprendizagens mais significativas e diversificadas em função da não delimitação de estratégias a serem utilizadas, por partir do interesse individual, e por possibilitar infinitos resultados. Pude constatar na prática o que esta nova metodologia pode contribuir em termos de aprendizagens, pois foi no desenvolvimento do Projeto Ciclone que cheguei a conhecimentos não intencionados, e o melhor, quanto mais o desenvolvíamos, descobrimos que havia muito mais a conhecer, e que não há receitas prontas de como fazê-lo, as estratégias vão surgindo ao logo do caminho, alteramos, mudamos, avançamos, retroagimos, reelaboramos, enfim, surge uma riqueza de possibilidades na proposta com Projetos de Aprendizagens. Para que entendamos de fato, faz-se necessário, experimentarmos, e talvez, esta seja a idéia da proposta!!!!
É claro que no período em que cursei o magistério e durante o estágio tive contato com Projetos Pedagógicos, porém nós professores estabelecíamos os temas a serem trabalhados em tempos pré-determinados, bem como, os caminhos a serem percorridos. Toda esta percepção marca muito o modelo de educação que se estende há muitos anos, embora reconhecemos que vem surgindo um forte movimento em prol de uma educação mais “liberta”.
E somente no 2º semestre do ano de 2008, no eixo V do Curso de Pedagogia a Distância da UFRGS fui contemplada por uma nova metodologia de trabalho, através das interdisciplinas de Seminário Integrador V e Projeto Pedagógico em Ação, os Projetos de Aprendizagens.
No começo não foi muito agradável, foi um tanto “diferente” trabalhar neste novo contexto, porque desestabilizou meu saber, mexeu com algo acomodado, trouxe um desafio muito grande, pois não temos como saber os rumos que um Projeto de Aprendizagem pode tomar. Perante esta metodologia, pude compreender que a proposta parte do interesse dos envolvidos, a pergunta chave e geradora desta metodologia surgem da curiosidade particular do indivíduo, e é ele próprio o responsável por traçar os caminhos a serem percorridos. Os Projetos de Aprendizagem não são estáticos, podem e devem ser alterados conforme o que se pretende, onde a avaliação leva em consideração todo o desenvolvimento, os caminhos, as estratégias utilizadas, as mudanças, e não somente o produto final.
E a aula presencial do dia 18 de março, da Interdisciplina de Seminário Integrador VI trouxe um feedback do semestre anterior, e reforçou as diferenças entre Projeto de Pesquisa e Projeto de Aprendizagem.
Hoje percebo que trabalhar por meio de Projetos de Aprendizagens se torna um diferencial muito interessante, porque exige maior desenvoltura do professor, possibilita aprendizagens mais significativas e diversificadas em função da não delimitação de estratégias a serem utilizadas, por partir do interesse individual, e por possibilitar infinitos resultados. Pude constatar na prática o que esta nova metodologia pode contribuir em termos de aprendizagens, pois foi no desenvolvimento do Projeto Ciclone que cheguei a conhecimentos não intencionados, e o melhor, quanto mais o desenvolvíamos, descobrimos que havia muito mais a conhecer, e que não há receitas prontas de como fazê-lo, as estratégias vão surgindo ao logo do caminho, alteramos, mudamos, avançamos, retroagimos, reelaboramos, enfim, surge uma riqueza de possibilidades na proposta com Projetos de Aprendizagens. Para que entendamos de fato, faz-se necessário, experimentarmos, e talvez, esta seja a idéia da proposta!!!!
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