Desde o início do estágio com os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental venho refletindo sobre a pertinência das teorias sobre alfabetização. Pergunto-me sobre como seria se não tivesse tido tal formação para estar em contato com os alunos, o que seria de minha prática pedagógica? Com certeza, seria uma prática excludente, desconectada, descontextualizada, enfim... Isso porque para mim é muito claro que, para compreendermos o processo de construção dos alunos no que tange a alfabetização, é primordial que conhecemos teorias voltadas para esta abordagem, metodologias e didáticas coerentes para a realidade da sala de aula.
Minha prática está pautada em princípios teóricos que dão significado as propostas da alfabetização, e para tal fez-se necessárias muitas leituras, estudos e pesquisas para que pudesse ter clareza sobre como se dá o processo de alfabetização, com ênfase especial, em como os alunos aprendem, e que hipóteses permeiam suas aprendizagens. Sem tais noções, seria impossível construir uma prática pedagógica que auxilie no desenvolvimento da alfabetização.
A alfabetização a que me refiro, entendo por uma construção da leitura e da escrita atrelada ao letramento, pois a codificação e decodificação são importantes para a compreensão lingüística e o letramento para que os alunos possam construir com propriedade a leitura de mundo, onde se complementam compreender o uso da língua e sua função social.
No que tange a alfabetização, posso afirmar que se trata de algo complexo, que requer muita observação, intervenção do professor, para que os alunos possam usufruir daquilo de que de fato precisa para se desenvolverem, o espaço da sala de aula deve ser rico de portadores de textos, de gêneros literários, de experiências, de confrontos, de trocas, enfim... É uma série de elementos a serem contemplados para que haja sucesso na proposta de alfabetizar. Além de tudo que considero importante no processo de alfabetização, não posso deixar de fora os processos internos dos alunos, que muitas vezes vão além do que é propiciado, requer muito mais, um olhar mais focado, sensibilidade, flexibilidade, compreensão, paciência, entendimento, ousadia, etc. Estes requisitos exigem bastante do professor, da prática pedagógica desenvolvida em sala de aula, e talvez, sejam eles os responsáveis por tamanha resistência por parte dos professores da escola em que trabalho, em assumir a alfabetização, visto que, o próprio professor acaba sendo avaliado segundo as conquistas ou fracassos dos alunos.
Alfabetizar é sempre um desafio, e para mim, um desafio apaixonante, pois a cada dia visualizamos os progressos, os feedbacks são imediatos, e vão nos orientando dia após dia, para que alimentamos nossos alunos de acordo com a sua fome de saber, conhecer e aprender... E quando a fome é pequena, temos que provocá-la, saber do que gostam de comer, qual o alimento que lhe causa prazer, e assim, gradativamente, tornando-os cada vez mais famintos, para que descubram que esta fome deve perdurar por toda nossa existência.
Estas são minhas reflexões, que refletem minhas convicções, minha opinião quanto a alfabetização!
29 de mai. de 2010
20 de mai. de 2010
Aprendizagem do olhar...
A partir do texto Educando o olhar da observação – Aprendizagem do olhar, de Madalena Freire Weffort, sugerido pela orientadora de estágio Carla Meinerez e pela tutora Márcia Stormowski reafirmei a importância de estarmos atentos aos movimentos de aprendizagens e dificuldades de nossos alunos, pois não basta propormos atividades pertinentes e diversificadas, mas sim, observarmos como estão sendo construídas as hipóteses e aprendizagens pelos alunos a partir do que propomos, visto que, o foco está em como o aluno aprende e não como se ensina.
A observação é um exercício muito eficaz para diagnosticarmos o ponto de partida dos alunos, o que necessitam, como constroem, enfim, a observação nos situa e nos orienta para que possamos instigá-los transformando a zona real do conhecimento em zona proximal do conhecimento, como apontam as teorias de Vygotisky.
Um olhar direcionado é pautado no planejamento prévio do que se quer diagnosticar, para quê e como avançar, para que possamos avaliar e se auto-avaliar coerentemente.
Contudo, para mim está muito clara a pertinência da observação na prática pedagógica, pois o olhar sensível, flexível e reflexivo subsidia uma prática pedagógica mais harmônica.
Em síntese, o texto de Madalena Freire é oportuno para nossa formação docente, nos aponta um excepcional aporte para prática pedagógica que estamos realizando.
Referência Bibliográfica:
FREIRE, Madalena. Educando o olhar da observação – Aprendizagem do olhar. Texto retirado do livro: Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2ª ED. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996.
A observação é um exercício muito eficaz para diagnosticarmos o ponto de partida dos alunos, o que necessitam, como constroem, enfim, a observação nos situa e nos orienta para que possamos instigá-los transformando a zona real do conhecimento em zona proximal do conhecimento, como apontam as teorias de Vygotisky.
Um olhar direcionado é pautado no planejamento prévio do que se quer diagnosticar, para quê e como avançar, para que possamos avaliar e se auto-avaliar coerentemente.
Contudo, para mim está muito clara a pertinência da observação na prática pedagógica, pois o olhar sensível, flexível e reflexivo subsidia uma prática pedagógica mais harmônica.
“Observar uma situação pedagógica não é vigiá-la, mas sim, fazer vigília por ela, isto é, estar e permanecer acordado por ela, na cumplicidade da construção do projeto, na cumplicidade pedagógica (FREIRE, Madalena, p.3, 1996)”.
Em síntese, o texto de Madalena Freire é oportuno para nossa formação docente, nos aponta um excepcional aporte para prática pedagógica que estamos realizando.
Referência Bibliográfica:
FREIRE, Madalena. Educando o olhar da observação – Aprendizagem do olhar. Texto retirado do livro: Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2ª ED. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996.
5 de mai. de 2010
A PRÁTICA PEDAGÓGICA REQUER AÇÃO...
Muito tenho refletido, percebendo que a ação também á algo de muita importância no fazer pedagógico, quando intencionamos o desenvolvimento dos indivíduos que fazem parte da nossa sala de aula. Não basta refletir, é preciso muita ação, desprendimento, saber ouvir, estar atenta, observar, intervir, mediar, contribuir, cooperar, desestruturar (cognitivo), aparar (afetivo), integrar (social), enfim, são inúmeras as ações que a prática de sala de aula nos exige. Para tanto, estar embasada teoricamente, ter bem claro os princípios norteadores da prática pedagógica, as metodologias utilizadas, os objetivos e principalmente, conhecer o público de nossa “demanda” são questões imprescindíveis para o sucesso de nossa proposta de trabalho no âmbito escolar.
Estou me dedicando ao máximo para dar conta deste desafio estimulador que está sendo minha prática de estágio, são muitas horas diárias de reflexão, planejamento, re-planejamento, atuação, estudos, pesquisas, enfim, e estou tendo mais clareza do quanto ser educador requer que estejamos em constante processo de aprendizagem, abertos e dispostos as demandas que se modificam dia após dia.
É também no dia após dia que recebemos recompensas daquilo que estamos propondo, nos gestos e ações mais simples até as mais complexas, é através de trocas de olhares, de gestos de carinho, de progressos que percebemos de nossos alunos que vão nos revitalizando para seguirmos adiante e acreditarmos que muito é possível em si tratando de educação, de construção do conhecimento.
Horas difíceis, horas não, momentos de frustração e de realização, o estágio está sendo muito rico para meu desenvolvimento profissional e pessoal, pois estou experienciando, reafirmando teorias, desestabilizando conceitos, enriquecendo outros, enfim, numa mescla de sentimentos que me dão a idéia de que tudo vai dar certo, ou melhor, ao final, tudo será de grande valia.
Vamos lá!!!!
Estou me dedicando ao máximo para dar conta deste desafio estimulador que está sendo minha prática de estágio, são muitas horas diárias de reflexão, planejamento, re-planejamento, atuação, estudos, pesquisas, enfim, e estou tendo mais clareza do quanto ser educador requer que estejamos em constante processo de aprendizagem, abertos e dispostos as demandas que se modificam dia após dia.
É também no dia após dia que recebemos recompensas daquilo que estamos propondo, nos gestos e ações mais simples até as mais complexas, é através de trocas de olhares, de gestos de carinho, de progressos que percebemos de nossos alunos que vão nos revitalizando para seguirmos adiante e acreditarmos que muito é possível em si tratando de educação, de construção do conhecimento.
Horas difíceis, horas não, momentos de frustração e de realização, o estágio está sendo muito rico para meu desenvolvimento profissional e pessoal, pois estou experienciando, reafirmando teorias, desestabilizando conceitos, enriquecendo outros, enfim, numa mescla de sentimentos que me dão a idéia de que tudo vai dar certo, ou melhor, ao final, tudo será de grande valia.
Vamos lá!!!!
Marcadores:
práticas de estágio,
reflexão,
síntese
24 de abr. de 2010
Em tempos de estágio...
Este período de estágio está sendo de grande valia para meu crescimento profissional, pois estou tendo de rever meus conceitos e minhas convicções, por não ter imaginado o quanto teria que estudar para trabalhar com os alunos de 2º ano. Na última sexta-feira, dia 16 de abril planejei trabalhar com um dos Mestres das Artes, Claude Monet e foi aí que senti a necessidade de aprofundar mais meus conhecimentos, não para ensiná-los, pois ninguém ensina a ninguém, mas para propiciá-los maios para a construção de novas aprendizagens, e também, para que minha mediação pudesse ser instigadora a altura destes alunos e de suas curiosidades.
Tenho sentido necessidade de rever teorias estudadas no Curso de Pedagogia para fundamentar minhas metodologias, para ter mais segurança no que estou propondo nos planejamentos, e principalmente, para perceber como o aluno constrói seu conhecimento, visto que, cada um constrói de formas distintas uns dos outros.
Contudo, percebo que ser educadora requer que estejamos em constante busca do saber, pois nunca estaremos prontos, sempre estaremos em processo de construção e re-construção do fazer pedagógico e de nossas metodologias e linhas orientadoras.
Em síntese, somos aprendizes durante toda a nossa existência!!!! Eternos aprendizes!!!
Tenho sentido necessidade de rever teorias estudadas no Curso de Pedagogia para fundamentar minhas metodologias, para ter mais segurança no que estou propondo nos planejamentos, e principalmente, para perceber como o aluno constrói seu conhecimento, visto que, cada um constrói de formas distintas uns dos outros.
Contudo, percebo que ser educadora requer que estejamos em constante busca do saber, pois nunca estaremos prontos, sempre estaremos em processo de construção e re-construção do fazer pedagógico e de nossas metodologias e linhas orientadoras.
Em síntese, somos aprendizes durante toda a nossa existência!!!! Eternos aprendizes!!!
Reflexão é um exercício importante na prática docente...
Nos últimos dias, planejando para minha prática de estágio, me dei conta do quanto a reflexão é um importante exercício, pois nos auxilia tanto para o planejamento quanto para o re-pensar e o re-significar da prática pedagógica.
É no exercício da reflexão que estabelecemos, construímos e reconstruímos nossa fazer, nossas linhas teóricas, nossos objetivos, nossas metodologias... A reflexão nos permite a realização da avaliação de nossas ações, bem como, uma auto-avaliação. Por meio da reflexão é que constatamos o que dá certo e o que não dá certo, a eficácia do que está sendo proposto para a aprendizagem, contatamos o que tem relevância na construção do conhecimento dos nossos alunos.
As reflexões nos trazem “o norte”, nos dão a direção e nos permite o redirecionamento necessário. Uma prática sem reflexão é uma prática sem vida, sem porquês, sem significados.
Mais do que nunca vivencio a legitimidade da importância da reflexão para uma prática pedagógica mais coerente com as necessidades dos alunos, visando o desenvolvimento integral destes sujeitos.Paulo Freire em seus escritos sempre exaltou a relevância da reflexão para o aprimoramento da prática pedagógica.
Somente a reflexão sobre a ação pode nos situar no tempo e no espaço!!!
É no exercício da reflexão que estabelecemos, construímos e reconstruímos nossa fazer, nossas linhas teóricas, nossos objetivos, nossas metodologias... A reflexão nos permite a realização da avaliação de nossas ações, bem como, uma auto-avaliação. Por meio da reflexão é que constatamos o que dá certo e o que não dá certo, a eficácia do que está sendo proposto para a aprendizagem, contatamos o que tem relevância na construção do conhecimento dos nossos alunos.
As reflexões nos trazem “o norte”, nos dão a direção e nos permite o redirecionamento necessário. Uma prática sem reflexão é uma prática sem vida, sem porquês, sem significados.
Mais do que nunca vivencio a legitimidade da importância da reflexão para uma prática pedagógica mais coerente com as necessidades dos alunos, visando o desenvolvimento integral destes sujeitos.Paulo Freire em seus escritos sempre exaltou a relevância da reflexão para o aprimoramento da prática pedagógica.
Somente a reflexão sobre a ação pode nos situar no tempo e no espaço!!!
7 de abr. de 2010
Incansáveis reflexões...
Mais algumas noites sem dormir, refletindo sobre a prática de estágio que bate a minha porta... e eu a abro; são inúmeras as “coceiras nas idéias”, como diz Rubem Alves.
Neste período de observação da turma de 2º ano da Escola Fernando Ferrari, na qual a partir do dia 12 de abril estarei atuando, não paro de pensar nas rupturas que estou disposta a efetivar. Participei nesta semana, mais precisamente, no dia 06 de abril da Reunião Pedagógica na escola para a reformulação dos Planos de Estudos por ano/série, aumentando ainda mais minhas angústias.
Em constante reflexão, fazendo uma reavaliação das contribuições do Curso de Pedagogia, bem como, das aprendizagens que construí, percebo a pertinência de mudar o paradigma da educação, no sentido de que não somos detentores do saber, mas sim, que ao invés de saber ensinar precisamos com urgência sabermos aprender, e ainda, conhecer como nossos alunos aprendem. Outra reflexão que faço, é quanto às exigências dos programas curriculares impostos pela instituição de ensino, que muitas vezes, nada tem a ver com o interesse e a realidade dos alunos, por isso, em nada instigam o desejo de aprender.
Sei o quanto é difícil romper estas barreiras, mas se cheguei até aqui é para desafiar e desafiar-me com o novo, pois tenho plena convicção de que provocar mudanças é algo trabalhoso, às vezes, tarefa árdua, mas não me doou por vencida se ao menos não tentar... nestas tentativas e ensaios estarão com certeza o desafio de trabalhar com PA’s e com as tecnologias da informação com a turma de 2º ano.
Este é meu desabafo da semana!!!!!!
Neste período de observação da turma de 2º ano da Escola Fernando Ferrari, na qual a partir do dia 12 de abril estarei atuando, não paro de pensar nas rupturas que estou disposta a efetivar. Participei nesta semana, mais precisamente, no dia 06 de abril da Reunião Pedagógica na escola para a reformulação dos Planos de Estudos por ano/série, aumentando ainda mais minhas angústias.
Em constante reflexão, fazendo uma reavaliação das contribuições do Curso de Pedagogia, bem como, das aprendizagens que construí, percebo a pertinência de mudar o paradigma da educação, no sentido de que não somos detentores do saber, mas sim, que ao invés de saber ensinar precisamos com urgência sabermos aprender, e ainda, conhecer como nossos alunos aprendem. Outra reflexão que faço, é quanto às exigências dos programas curriculares impostos pela instituição de ensino, que muitas vezes, nada tem a ver com o interesse e a realidade dos alunos, por isso, em nada instigam o desejo de aprender.
Sei o quanto é difícil romper estas barreiras, mas se cheguei até aqui é para desafiar e desafiar-me com o novo, pois tenho plena convicção de que provocar mudanças é algo trabalhoso, às vezes, tarefa árdua, mas não me doou por vencida se ao menos não tentar... nestas tentativas e ensaios estarão com certeza o desafio de trabalhar com PA’s e com as tecnologias da informação com a turma de 2º ano.
Este é meu desabafo da semana!!!!!!
29 de mar. de 2010
Repensar é a proposta...
Há algum tempo, em especial neste mês de março, venho refletindo e repensando acerca do Curso de Pedagogia, suas interdisciplinas e proposta, também sobre o estágio que estarei realizando nos próximos meses e fundamentalmente na prática pedagógica, no “ser educadora”.
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
2 de dez. de 2009
Contribuições ... Linguagem e Educação

Quero registrar algumas contribuições, ou seja, registrar os conhecimentos mais significativos oriundos dos textos dos Módulos 5,6 e 7 de forma sintetizada. O texto É PRECISO CONJUGAR ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO? (BETOLILA; SOARES, 2007) aponta que a alfabetização e o letramento devem ser processos simultâneos e indissociáveis para que a criança tenha inserção plena no mundo da leitura e escrita, pois ela precisa apropriar-se da tecnologia da escrita, e também, reconhecer seus usos e funções por meio de vivências de diferentes práticas de leitura e escrita. PSICOGÊNESE DA ESCRITA (LETRA A, 2005) traz a idéia de que a construção da escrita está baseada nos conhecimentos prévios, assimilações e interações com os outros e com os usos da leitura e escrita, são hipóteses espontâneas construídas pelo próprio aprendiz, que vai se alargando no campo do conhecimento lingüístico, perpassando por processos de hipóteses gradualmente.
No Módulo 5, a entrevista de Magda Soares, explícita no texto NADA É MAIS GRATIFICANTE QUE ALFABETIZAR, fica a concepção de que devemos estar centrados em como a criança aprende, e não em como ensinar. É preciso termos métodos de alfabetização, pois um único método não dará conta da demanda deste processo. Traz a distinção de método fônico e consciência fonológica, esta última, bem conceituada no texto CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA DO Módulo6. Este texto reforça que a criança formula hipóteses e progride em nível de conhecimento quando se familiariza com formas de escritas do dia-a-dia e reflete sobre a natureza e funcionamento da língua escrita, onde cabe ao professor chamar a atenção das crianças para os segmentos sonoros da língua oral.
O texto AS DUAS FACES DA ORTOGRAFIA (GURGEL, 2009) traz o trabalho com a ortografia em duas frentes: irregularidades e regularidades. Em suma, no que se refere a linguagem, precisamos alargar nossos conhecimentos para que tenhamos mais qualidade na prática pedagógica e na aprendizagem de nossos alunos.
24 de nov. de 2009
Reflexões interdisciplinares...

Hoje me dediquei a refletir sobre as contribuições das Interdisciplinas do Eixo VII, do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
Marcadores:
aprendizagens,
interdisciplinariedade,
reflexão,
síntese
18 de nov. de 2009
MULTIFACETAS DA INCLUSÃO

As políticas educacionais nos trazem a proposta de inclusão, e nos últimos tempos, a inclusão passou a ser propagadas nas falas, na mídia, nas escolas, na sociedade, enfim.
O que muitas vezes não nos damos por conta é que incluir significa mais que trazer para dentro, e quando falamos numa proposta de inclusão na educação estamos nos referindo a acolher os “excluídos”. E quem são estes excluídos?
As leis tratam de inclusão das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e outros em situação considerada desvantajosa com relação a maioria, abrangendo deficientes físicos e mentais. Conhecendo um pouco da história e contexto atual das pessoas constatei que estas lutam bastante para BANIR a atribuição da surdez à deficiência, pois o que define sua identidade é a sua cultura.
As pessoas surdas devem ter seu espaço no âmbito educacional, não como deficientes, mas como indivíduo de cultura específica e completa.
Nós enquanto educadores temos o dever de abrir as portas das escolas para esta cultura, de forma respeitosa, consciente, enfim, reconhecendo-a como CULTURA.
É nesta proposta que acredito, trabalhar para trazer esta concepção ao público escolar. É nosso dever provocar estas discussões e mudanças!
A escola só “Incluirá” esta cultura, se conhecê-la, se ela estiver aberta a novos conhecimentos, se garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da mesma. É neste sentido, que muito temos de avançar, pois estamos atrasados, visto que, nem mesmo as políticas públicas correspondem a demanda do contexto atual.
A questão não é apenas inclusão, mas sim, o respeito, a valorização e o reconhecimento da Cultura surda que tanto lutou e luta para que nós ouvintes saiamos da ignorância que nos constitui.
Respeitar é a demanda, que se fundamenta no CONHECIMENTO e RECONHECIMENTO.
O que muitas vezes não nos damos por conta é que incluir significa mais que trazer para dentro, e quando falamos numa proposta de inclusão na educação estamos nos referindo a acolher os “excluídos”. E quem são estes excluídos?
As leis tratam de inclusão das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e outros em situação considerada desvantajosa com relação a maioria, abrangendo deficientes físicos e mentais. Conhecendo um pouco da história e contexto atual das pessoas constatei que estas lutam bastante para BANIR a atribuição da surdez à deficiência, pois o que define sua identidade é a sua cultura.
As pessoas surdas devem ter seu espaço no âmbito educacional, não como deficientes, mas como indivíduo de cultura específica e completa.
Nós enquanto educadores temos o dever de abrir as portas das escolas para esta cultura, de forma respeitosa, consciente, enfim, reconhecendo-a como CULTURA.
É nesta proposta que acredito, trabalhar para trazer esta concepção ao público escolar. É nosso dever provocar estas discussões e mudanças!
A escola só “Incluirá” esta cultura, se conhecê-la, se ela estiver aberta a novos conhecimentos, se garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da mesma. É neste sentido, que muito temos de avançar, pois estamos atrasados, visto que, nem mesmo as políticas públicas correspondem a demanda do contexto atual.
A questão não é apenas inclusão, mas sim, o respeito, a valorização e o reconhecimento da Cultura surda que tanto lutou e luta para que nós ouvintes saiamos da ignorância que nos constitui.
Respeitar é a demanda, que se fundamenta no CONHECIMENTO e RECONHECIMENTO.
Assinar:
Postagens (Atom)