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22 de nov. de 2010

Balanço Final sobre as reflexões realizadas durante o Eixo IX - Revisita aos semestres anteriores

Fica aqui o registro de que o exercício de revisitar as reflexões que realizamos durante todo o Curso de Licenciatura em Pedagogia, da UFRGS, tarefa sugerida pela Interdisciplina de Seminário Integrador IX foi extremamente importante para o êxito do meu TCC.
Atribuo a esta importância o fato de que neste exercício de voltar nas escritas realizadas, refletir sobre as reflexões, revê-las, analisá-las novamente, relê-las, enfim, neste processo de repensar as contribuições, repensar nossos registros passei a compreender o que de fato ficou,ou seja, o que foi construído ao longo do curso, em termos de aprendizagens. Muitas vezes, alguns conhecimentos pareciam não fazer muito sentido naquele momento, hoje, com a prática do estágio e a releitura do Portfólio ficou evidente o quanto as Interdisciplinas do Curso contribuíram para nossa formação docente, tanto na qualificação da prática pedagógica, quanto em termos de conhecimento na área da educação.
De fato, o Curso de Pedagogia à distância, da UFRGS que estou concluindo mostrou-se coerente também no que se refere à teoria e prática, pois aprendi com meus professores e tutores, com os ambientes disponibilizados no curso envolvendo as Tecnologias da Informação e Comunicação (internet, computador, programas, sites, etc.) que quando visualizamos todo o processo percorrido, temos condições de compreender os avanços e as conquistas, pois sabemos qual foi o ponto de partida, e este espaço Blog portfólio assume estas características, com as revisitas das postagens que realizei desde 2007 pude compreender e visualizar todo o meu processo, o que pensava, o que se manteve e o que foi sendo transformado, e é neste sentido que considero muito pertinente a proposta da Interdisciplina de Seminário Integrador IX, que abriu esta possibilidade, exercício que teve suas contribuições também para o TCC.

16 de nov. de 2010

Reflexões sobre o Trabalho de Conclusão de Curso

Com o intuito de fazer uma espécie de fechamento sobre o Trabalho de conclusão de curso, TCC que construí durante o Eixo IX, venho neste espaço trazer as abordagens utilizadas, bem como explicitar as considerações finais que se fizeram possíveis.
Os estudos realizados apoiaram-se na transposição de bases teóricas e metodológicas consideradas necessárias para atingir os objetivos que elenquei no início do trabalho, visando um diálogo entre a prática de estágio curricular supervisionado e autores que reforçam e enriquecem o tema As influências da Metodologia de Projetos de Aprendizagem. Contei com as contribuições dos teóricos: Emília Ferreiro, Ana Teberosky, Moacir Gaddoti, Paulo Freire, Magda Soares, Nádie Christina Ferreiro Machado, Léa da Cruz Fagundes, Beatriz Corso Magdalena e Ìris Tempel Costa, além de outros autores.
Considerei relevante realizar estudos a fim de situar o conceito de alfabetização, onde percebi que há embates conceituais entre alguns autores. Alguns consideram que ao termo se atribui com especificidade a apropriação do sistema de escrita, sem considerar a compreensão dos usos e funções da escrita. Para as autoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1988) o conceito de alfabetização não se resume apenas a codificação e decodificação do sistema de escrita, pois consideram que desde o início da alfabetização a criança passa a compreender os usos e funções da escrita, que vão se alargando gradativamente.
Nesta perspectiva, fez-se necessário situar o conceito de Letramentos, apontando algumas definições segundo alguns autores mencionados no segundo parágrafo. O conceito de Metodologia de Projetos de Aprendizagem foi amplamente descrito, dialogando com algumas autoras que tratam desta proposta, para assim, dar andamento ao Trabalho de Conclusão de Curso que me propus a desenvolver.
Após os conceitos Alfabetização, Letramentos e Metodologia de Projetos de Aprendizagem definidos e uma breve apresentação dos embates, foi pertinente situar o contexto das experiências com a Metodologia, apresentando o público envolvido, o contexto da aplicação da proposta em questão.
Apresentei os Projetos de Aprendizagem desenvolvidos pelos alunos, com problemáticas elencadas pelos alunos, onde três Projetos foram construídos, são eles: Para que servem as árvores? Por que os animais existem? e Como vivem os mendigos? Também explanei sobre as estratégias utilizadas pelos alunos, e explicitei alguns recortes das escritas dos alunos do segundo ano no Blog da turma.
No desenvolvimento da pesquisa apontei as principais influências da Metodologia de Projetos de Aprendizagem para o desenvolvimento tanto da alfabetização quanto para o desenvolvimento dos Letramentos, evidenciando a importância desta perspectiva para o êxito almejado e conquistado.
Outro ponto dos estudos do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi tornar evidente a concepção de que alfabetização e letramentos são processos indissociáveis para que tenhamos uma educação de qualidade, além de cunhar que se trata de processos contínuos, ou seja, tanto a alfabetização quanto os letramentos são desenvolvidos durante toda a vida.
Tais apontamentos se deram em contexto específico, onde as afirmações realizadas no meu TCC não se reduzem aqui e não são generalizadas, correspondem à experiência de estágio supervisionado realizado no 8º semestre do Curso de Pedagogia à distância, do pólo de Três Cachoeiras, da UFRGS. Estágio desenvolvido com alunos do 2º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, da Escola Fernando Ferrari, da zona rural do município, turma composta por 16 alunos, em níveis distintos com relação aos estágios de desenvolvimento da alfabetização.
Contudo, intencionei explicitar que a Metodologia de Projetos de Aprendizagem, no contexto envolvido, teve influências positivas no desenvolvimento da alfabetização e letramentos, embora seja uma proposta metodológica inovadora que rompe com os modelos tradicionais de ensino, dos quais nos valemos nas escolas até os dias de hoje.
Esta foi a abordagem construída no meu TCC, que pode ser evidenciada na leitura do TCC na íntegra. Até breve!

31 de out. de 2010

Eixo VIII e meu TCC

No Eixo VIII fomos contemplados com duas Interdisciplinas: Seminário Integrador VIII voltado ao registro e publicação no Blog Portfólio das reflexões realizadas durante o decorrer do Estágio, e também apela Interdisciplina Estágio supervisionado em docência, no meu caso, em Docência de 6 a 10 anos, visto que minha prática de Estágio se deu com uma turma de 2º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, com alunos entre 6 e 9 anos de idade, numa turma composta por 16 alunos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Fernando Ferrari, localizada na zona rural do município de Três Cachoeiras.
O Eixo temático do 8º semestre do Curso de Pedagogia a distância da UFRGS enfocou Prática Pedagógica e Currículo, onde passamos a experienciar teorias, testar teorias na prática, observar as práticas segundo as teorias estudadas, realizar pesquisas, enfim.
Com relação ao TCC, constato que esta estrutura foi fundamental para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso, pois foi exatamente por meio da prática de estágio que a pergunta central do TCC surgiu, foi com a experiência de estágio que nasceram algumas inquietações, curiosidades e desejos. Através da prática de estágio percebi o quanto todas as Interdisciplinas do Curso tiveram relevância na minha formação docente, pois no dia a dia surgem desafios em sala de aula que necessitam de uma boa base teórica e metodológica para darmos conta da demanda que hoje temos na escola, visto que, a diversidade está presente no nosso contexto diário, e temos de saber lidar com tal.
Muitas vezes tive de decorrer aos estudos realizados no decorrer de todo o curso, assim, como, neste momento de construção do TCC, o resgate das contribuições das Interdisciplinas também são essenciais e necessários para a elaboração deste.
Com certeza, a prática de estágio proporcionada no Eixo VIII foi a base de origem do meu TCC, foi o momento de muitas aprendizagens, experiências que dão todo o suporte para uma formação de qualidade.
Aproveito este momento, para agradecer e parabenizar a todos os envolvidos nesta proposta do Curso de Pedagogia a distância da UFRGS do pólo de Três Cachoeiras pelo “sucesso” obtido, obrigado aos colegas, tutores, professores, coordenação, gerente de pólo, representantes discentes, e outros que de alguma forma estiveram contribuindo para que chegássemos até aqui.
Muito obrigado!!!

22 de out. de 2010

Contribuições do Eixo VII para meu TCC

Numa rápida revisita as Interdisciplinas do Eixo VII destaco o quanto a Interdisciplina de Linguagem e Educação teve pertinência durante a elaboração do meu TCC, onde muitos textos e artigos foram utilizados como referenciais teóricos visto que tratam das questões de linguagem, e em especial, dos letramentos, tema este abordado no meu Trabalho de Conclusão de Curso.
A postagem do dia 02 de dezembro de 2009 realizada neste Blog Portfólio e intitulada Contribuições...Linguagem e Educação traz algumas evidências sobre a relevância dos textos propiciados pela Interdisciplina destacada. Foi através dos estudos dos textos disponibilizados que compreendi a distinção entre alfabetização e letramentos, ao mesmo tempo, processos indissociáveis. Esta compreensão também deu origem à postagem do dia 29 de setembro de 2009, com o título Letramento ou alfabetização? Que surtiu alguns debates e discussões. Nesta postagem havia levantado a questão do uso recente nos meios acadêmicos e por alguns teóricos do conceito de Letramento, onde afirmei que este termo ainda não havia sido dicionarizado, isso se deu, pois em um dos textos disponibilizados consta tal afirmação, porém, a professora Nádie Christina apontou a dicionarização deste. Tais estudos foram aprofundados durante a elaboração do meu TCC, e que foi se transformando, certezas provisórias que geraram dúvidas e foram transformadas em novas certezas.
Para mim, estes movimentos é que constituíram e constituem nossas aprendizagens durante todo o Curso de Pedagogia à distância, da UFRGS neste pólo, onde hoje concebo que as aprendizagens são processos contínuos que seguem durante toda a nossa vida, são sempre transformados...É o que nossa mestra Nádie Christina Ferreira Machado afirma em sua tese Estudo das trajetórias de letramento em curso de educação a distância : o texto, o papel e a tela do computador (2009), o letramento é um processo continuum por toda nossa vida.
Considero neste momento, que as contribuições da Interdisciplina de Linguagem e Educação estão mais bem evidenciadas no meu TCC, em breve disponíveis a aqueles que se interessar a lê-lo.

2 de out. de 2010

EIXO V e meu TCC... Relevante exercício na Metodologia de Projetos de Aprendizagem

Realizando a atividade proposta pela Interdisciplina de Seminário Integrador do Eixo IX, que sugere uma revisita as Interdisciplinas do Eixo V e suas relações com o TCC em construção deparei-me com uma atividade muito interessante proposta pela Interdisciplina de SEMINÁRIO INTEGRADOR V - E que nos trouxe a oportunidade de desenvolvermos Projetos de Aprendizagem ao longo do quinto semestre. A relevância desta atividade específica para a construção de meu TCC refere-se ao fato de que foi nesta Interdisciplina que tive a primeira experiência com a Metodologia de Projetos de Aprendizagem, junto a algumas colegas do Curso de Pedagogia da UFRGS, do pólo de Três Cachoeiras.
No quinto semestre exercitamos e construímos nosso primeiro Projeto de Aprendizagem, cuja pergunta central foi Por que ocorrem ciclones na região sul de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul?, visto que este fenômeno esteve cada vez mais presente em nossa região e nesta época nos chamou a atenção. Foi uma experiência riquíssima, muito trocamos, estudamos, pesquisamos, usufruímos das Tecnologias da informação e comunicação durante todo o processo de desenvolvimento do PA, e muito descobrimos a respeito do fenômeno e sua incidência em nossa região.
O fato de ter sido esta atividade muito prazerosa, nova, desafiadora e atraente fez com que eu tivesse mais segurança para desenvolver outros PA’s com minhas colegas, em especial, o PA Como trabalhar com a Metodologia de Projetos de Aprendizagem nas Séries Iniciais? Este por sua vez, foi o PA mais importante para minha formação pedagógica que refletiu na minha prática de estágio supervisionado, onde trabalhei na orientação e mediação de alguns PA’s com meus alunos do 2º ano.
Aderir a esta proposta, abrir espaço à participação dos alunos, favorecer a autonomia na escolha, o envolvimento com atividades significativas que desafiam o seu pensamento e acompanhá-los ativamente no desdobramento do projeto implica em, realmente, assumir esta nova função: a de mediador. Significa abrir mão do papel impossível de ser sempre o centro da atenção, causa e razão das aprendizagens dos alunos, para assumir um novo papel social, enquanto educador. (MAGDALENA; COSTA, 2003, p.2)

Ter vivenciado esta metodologia, foi com certeza relevante para que a prática de estágio tivesse o êxito que teve, e meu TCC parte da pergunta: Quais as influências da Metodologia de Projetos de Aprendizagem para o desenvolvimento da Alfabetização e Letramentos?
Fica, no entanto, evidenciada a pertinência da Interdisciplina destacada, que também foi trazida para este Blog uma postagem sobre PA’s no dia 29/09/2009, intitulada PA’s, UMA PROPOSTA METODOLÓGICA FOCADA NA APRENDIZAGEM, bem como, para minha caminhada na construção de meu TCC.
Alguns dos PA’s mencionados nesta postagem podem ser visualizados nos links abaixo:
Pbworks de estágio: lucianeestagio.pbworks.com
Pbworks sobre a Metodologia de PA’s: panasseriesiniciais.pbworks.com
PA sobre Ciclone: projetodeaprendizagensciclone.pbworks.com
Pbworks de meu TCC: lucianeribastcc.pbworks.com

30 de ago. de 2010

Pontuando idéias e intenções para o TCC

BLOG – PORTFÓLIO
Mais um semestre se inicia e como já era de se esperar muitos sentimentos afloram com intensidade... Desejos, angústias, incertezas, enfim.
O Eixo IX contempla a realização e estrutura do Trabalho de Conclusão de Curso, requisitos obrigatórios para o fechamento da Licenciatura em Pedagogia da UFRGS, assim como, para outros cursos e licenciaturas da instituição.
Durante minha prática de estágio tive experiências significativas, entre elas, o trabalho com a Metodologia de Projetos de Aprendizagem com uma turma de 2º ano do Ensino Fundamental, em período de alfabetização. Inicialmente, tive dúvidas e incertezas quanto à eficácia desta metodologia no processo de alfabetização, pois pensava que só teria “sentido” com alunos maiores, que já dominavam a escrita e com certa familiaridade com as tecnologias da informação, o computador, a internet e suas possibilidades, mas com o decorrer da prática pedagógica esta visão e/ou concepção se transformou.
No dia a dia, fui percebendo que todos os alunos sem distinção de idade têm condições de se valer da metodologia de PA’s na construção de aprendizagens. Foi por meio das experiências vividas durante a prática de estágio que passei a compreender com mais propriedade as teorias que lia durante os semestres do Curso de Pedagogia, e assim, muitas teorias ganharam “corpo e sentido”.
Um exemplo desta compreensão a que me refiro é que quando lia que a metodologia de PA`s parte do interesse dos alunos, minha preocupação girava em torno do currículo da escola, e na prática constatei que o interesse do aluno é o ponto de partida que abre um “leque” de possibilidades de novas aprendizagens que vão alem do currículo da escola, de forma interdisciplinar.
Quando lia sobre a Metodologia, falava-se em uma ruptura dos moldes das quais as escolas estão pautadas, uma verdadeira quebra de paradigmas e durante a experiência do estágio compreendi o que isso significa... O professor é mediador, é quem não ensina, mas sim, orienta e instiga os alunos, o professor passa a estar numa posição de igualdade com seus alunos, onde juntos constroem-se aprendizagens. Muitas vezes tive que pesquisar para orientar os alunos, buscar caminhos, problematizar, enfim. Percebi que o professor não é o “detentor do saber”, pois não somos dicionários e não devemos dar respostas prontas, mas provocá-los para a busca de seus interesses. A Metodologia dos PA`s possibilita a vivência deste tipo de experiência.
Aos poucos fui percebendo que os alunos conquistavam autonomia nas suas buscas, também frente às tecnologias... Foram se apropriando da escrita, compreendiam os processos do PA, desenvolviam autoria, colaboravam uns com os outros na construção de aprendizagens, enfim, e, portanto, constatei que a Metodologia teve relevância para o desenvolvimento da alfabetização. Sob este prisma, penso em construir meu TCC, sobre os PA’s e a alfabetização, onde o foco deverá ser refinado um pouco mais.
Penso que como referencial teórico a profª Dra Luciane Corte Real, Beatriz Corso Magdalena e Iris Elisabeth Tempel Costa devem embasar meu trabalho quanto à metodologia de PA’s, e estou a escolher outros teóricos, Emilia Ferreiro, e/ou outros. É o primeiro esboço sobre minhas intenções do TCC, que com certeza, precisam ser amadurecidas e refinadas, e neste sentido, creio que as orientações das professoras Doutoras Carla e Márcia contribuirão para a efetivação do TCC, norteando minhas intenções e expectativas.
É um momento especial, importante e necessário para meu amadurecimento enquanto graduando em Pedagogia.
Vamos lá! Mãos a obra!

24 de abr. de 2010

Em tempos de estágio...

Este período de estágio está sendo de grande valia para meu crescimento profissional, pois estou tendo de rever meus conceitos e minhas convicções, por não ter imaginado o quanto teria que estudar para trabalhar com os alunos de 2º ano. Na última sexta-feira, dia 16 de abril planejei trabalhar com um dos Mestres das Artes, Claude Monet e foi aí que senti a necessidade de aprofundar mais meus conhecimentos, não para ensiná-los, pois ninguém ensina a ninguém, mas para propiciá-los maios para a construção de novas aprendizagens, e também, para que minha mediação pudesse ser instigadora a altura destes alunos e de suas curiosidades.
Tenho sentido necessidade de rever teorias estudadas no Curso de Pedagogia para fundamentar minhas metodologias, para ter mais segurança no que estou propondo nos planejamentos, e principalmente, para perceber como o aluno constrói seu conhecimento, visto que, cada um constrói de formas distintas uns dos outros.
Contudo, percebo que ser educadora requer que estejamos em constante busca do saber, pois nunca estaremos prontos, sempre estaremos em processo de construção e re-construção do fazer pedagógico e de nossas metodologias e linhas orientadoras.
Em síntese, somos aprendizes durante toda a nossa existência!!!! Eternos aprendizes!!!

Reflexão é um exercício importante na prática docente...

Nos últimos dias, planejando para minha prática de estágio, me dei conta do quanto a reflexão é um importante exercício, pois nos auxilia tanto para o planejamento quanto para o re-pensar e o re-significar da prática pedagógica.
É no exercício da reflexão que estabelecemos, construímos e reconstruímos nossa fazer, nossas linhas teóricas, nossos objetivos, nossas metodologias... A reflexão nos permite a realização da avaliação de nossas ações, bem como, uma auto-avaliação. Por meio da reflexão é que constatamos o que dá certo e o que não dá certo, a eficácia do que está sendo proposto para a aprendizagem, contatamos o que tem relevância na construção do conhecimento dos nossos alunos.
As reflexões nos trazem “o norte”, nos dão a direção e nos permite o redirecionamento necessário. Uma prática sem reflexão é uma prática sem vida, sem porquês, sem significados.
Mais do que nunca vivencio a legitimidade da importância da reflexão para uma prática pedagógica mais coerente com as necessidades dos alunos, visando o desenvolvimento integral destes sujeitos.Paulo Freire em seus escritos sempre exaltou a relevância da reflexão para o aprimoramento da prática pedagógica.
Somente a reflexão sobre a ação pode nos situar no tempo e no espaço!!!

7 de abr. de 2010

Incansáveis reflexões...

Mais algumas noites sem dormir, refletindo sobre a prática de estágio que bate a minha porta... e eu a abro; são inúmeras as “coceiras nas idéias”, como diz Rubem Alves.
Neste período de observação da turma de 2º ano da Escola Fernando Ferrari, na qual a partir do dia 12 de abril estarei atuando, não paro de pensar nas rupturas que estou disposta a efetivar. Participei nesta semana, mais precisamente, no dia 06 de abril da Reunião Pedagógica na escola para a reformulação dos Planos de Estudos por ano/série, aumentando ainda mais minhas angústias.
Em constante reflexão, fazendo uma reavaliação das contribuições do Curso de Pedagogia, bem como, das aprendizagens que construí, percebo a pertinência de mudar o paradigma da educação, no sentido de que não somos detentores do saber, mas sim, que ao invés de saber ensinar precisamos com urgência sabermos aprender, e ainda, conhecer como nossos alunos aprendem. Outra reflexão que faço, é quanto às exigências dos programas curriculares impostos pela instituição de ensino, que muitas vezes, nada tem a ver com o interesse e a realidade dos alunos, por isso, em nada instigam o desejo de aprender.
Sei o quanto é difícil romper estas barreiras, mas se cheguei até aqui é para desafiar e desafiar-me com o novo, pois tenho plena convicção de que provocar mudanças é algo trabalhoso, às vezes, tarefa árdua, mas não me doou por vencida se ao menos não tentar... nestas tentativas e ensaios estarão com certeza o desafio de trabalhar com PA’s e com as tecnologias da informação com a turma de 2º ano.
Este é meu desabafo da semana!!!!!!

18 de nov. de 2009

MULTIFACETAS DA INCLUSÃO


As políticas educacionais nos trazem a proposta de inclusão, e nos últimos tempos, a inclusão passou a ser propagadas nas falas, na mídia, nas escolas, na sociedade, enfim.
O que muitas vezes não nos damos por conta é que incluir significa mais que trazer para dentro, e quando falamos numa proposta de inclusão na educação estamos nos referindo a acolher os “excluídos”. E quem são estes excluídos?
As leis tratam de inclusão das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e outros em situação considerada desvantajosa com relação a maioria, abrangendo deficientes físicos e mentais. Conhecendo um pouco da história e contexto atual das pessoas constatei que estas lutam bastante para BANIR a atribuição da surdez à deficiência, pois o que define sua identidade é a sua cultura.
As pessoas surdas devem ter seu espaço no âmbito educacional, não como deficientes, mas como indivíduo de cultura específica e completa.
Nós enquanto educadores temos o dever de abrir as portas das escolas para esta cultura, de forma respeitosa, consciente, enfim, reconhecendo-a como CULTURA.
É nesta proposta que acredito, trabalhar para trazer esta concepção ao público escolar. É nosso dever provocar estas discussões e mudanças!
A escola só “Incluirá” esta cultura, se conhecê-la, se ela estiver aberta a novos conhecimentos, se garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da mesma. É neste sentido, que muito temos de avançar, pois estamos atrasados, visto que, nem mesmo as políticas públicas correspondem a demanda do contexto atual.
A questão não é apenas inclusão, mas sim, o respeito, a valorização e o reconhecimento da Cultura surda que tanto lutou e luta para que nós ouvintes saiamos da ignorância que nos constitui.
Respeitar é a demanda, que se fundamenta no CONHECIMENTO e RECONHECIMENTO.