Nos últimos dias, planejando para minha prática de estágio, me dei conta do quanto a reflexão é um importante exercício, pois nos auxilia tanto para o planejamento quanto para o re-pensar e o re-significar da prática pedagógica.
É no exercício da reflexão que estabelecemos, construímos e reconstruímos nossa fazer, nossas linhas teóricas, nossos objetivos, nossas metodologias... A reflexão nos permite a realização da avaliação de nossas ações, bem como, uma auto-avaliação. Por meio da reflexão é que constatamos o que dá certo e o que não dá certo, a eficácia do que está sendo proposto para a aprendizagem, contatamos o que tem relevância na construção do conhecimento dos nossos alunos.
As reflexões nos trazem “o norte”, nos dão a direção e nos permite o redirecionamento necessário. Uma prática sem reflexão é uma prática sem vida, sem porquês, sem significados.
Mais do que nunca vivencio a legitimidade da importância da reflexão para uma prática pedagógica mais coerente com as necessidades dos alunos, visando o desenvolvimento integral destes sujeitos.Paulo Freire em seus escritos sempre exaltou a relevância da reflexão para o aprimoramento da prática pedagógica.
Somente a reflexão sobre a ação pode nos situar no tempo e no espaço!!!
24 de abr. de 2010
7 de abr. de 2010
Incansáveis reflexões...
Mais algumas noites sem dormir, refletindo sobre a prática de estágio que bate a minha porta... e eu a abro; são inúmeras as “coceiras nas idéias”, como diz Rubem Alves.
Neste período de observação da turma de 2º ano da Escola Fernando Ferrari, na qual a partir do dia 12 de abril estarei atuando, não paro de pensar nas rupturas que estou disposta a efetivar. Participei nesta semana, mais precisamente, no dia 06 de abril da Reunião Pedagógica na escola para a reformulação dos Planos de Estudos por ano/série, aumentando ainda mais minhas angústias.
Em constante reflexão, fazendo uma reavaliação das contribuições do Curso de Pedagogia, bem como, das aprendizagens que construí, percebo a pertinência de mudar o paradigma da educação, no sentido de que não somos detentores do saber, mas sim, que ao invés de saber ensinar precisamos com urgência sabermos aprender, e ainda, conhecer como nossos alunos aprendem. Outra reflexão que faço, é quanto às exigências dos programas curriculares impostos pela instituição de ensino, que muitas vezes, nada tem a ver com o interesse e a realidade dos alunos, por isso, em nada instigam o desejo de aprender.
Sei o quanto é difícil romper estas barreiras, mas se cheguei até aqui é para desafiar e desafiar-me com o novo, pois tenho plena convicção de que provocar mudanças é algo trabalhoso, às vezes, tarefa árdua, mas não me doou por vencida se ao menos não tentar... nestas tentativas e ensaios estarão com certeza o desafio de trabalhar com PA’s e com as tecnologias da informação com a turma de 2º ano.
Este é meu desabafo da semana!!!!!!
Neste período de observação da turma de 2º ano da Escola Fernando Ferrari, na qual a partir do dia 12 de abril estarei atuando, não paro de pensar nas rupturas que estou disposta a efetivar. Participei nesta semana, mais precisamente, no dia 06 de abril da Reunião Pedagógica na escola para a reformulação dos Planos de Estudos por ano/série, aumentando ainda mais minhas angústias.
Em constante reflexão, fazendo uma reavaliação das contribuições do Curso de Pedagogia, bem como, das aprendizagens que construí, percebo a pertinência de mudar o paradigma da educação, no sentido de que não somos detentores do saber, mas sim, que ao invés de saber ensinar precisamos com urgência sabermos aprender, e ainda, conhecer como nossos alunos aprendem. Outra reflexão que faço, é quanto às exigências dos programas curriculares impostos pela instituição de ensino, que muitas vezes, nada tem a ver com o interesse e a realidade dos alunos, por isso, em nada instigam o desejo de aprender.
Sei o quanto é difícil romper estas barreiras, mas se cheguei até aqui é para desafiar e desafiar-me com o novo, pois tenho plena convicção de que provocar mudanças é algo trabalhoso, às vezes, tarefa árdua, mas não me doou por vencida se ao menos não tentar... nestas tentativas e ensaios estarão com certeza o desafio de trabalhar com PA’s e com as tecnologias da informação com a turma de 2º ano.
Este é meu desabafo da semana!!!!!!
29 de mar. de 2010
Repensar é a proposta...
Há algum tempo, em especial neste mês de março, venho refletindo e repensando acerca do Curso de Pedagogia, suas interdisciplinas e proposta, também sobre o estágio que estarei realizando nos próximos meses e fundamentalmente na prática pedagógica, no “ser educadora”.
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
Repensando minha trajetória desde o 1º semestre sinto-me um tanto aflita por não ter certeza se contemplarei as teorias por mim estudadas, ou melhor, se absorvi plenamente a proposta um tanto inovadora de realizar uma prática pedagógica mais “inclusiva”, atendendo a toda diversidade presente em sala de aula.
Neste período, as incertezas são inúmeras, as angústias, anseios pairam a todo o tempo em minhas reflexões...
As expectativas para a prática de estágio têm sabor de desafio, de quebra de paradigmas, de rompimento do velho atrelada ao desejo de fazer diferente.
Minhas “certezas temporárias” trazem consigo o desejo de atender as “necessidades” dos alunos, de trazer uma proposta pedagógica prazerosa, onde juntos aprenderemos, construiremos conhecimentos, ampliaremos nossa visão de mundo e muito mais!
O exercício de repensar me parece ser o grande segredo para avançarmos enquanto educadores, ação e reflexão para nova ação... é desta forma que vamos desenhando e redesenhando o caminho a seguir.
A aula presencial do dia 22 de março com a Coordenação do Curso trouxe um pouco de tranqüilidade quanto a supervisão de estágio, muitas vezes, considerada o “bicho papão”, e é neste momento de avaliação que compreendemos por meio da própria experiência aquilo que muitas vezes produzimos no ambiente escolar. Avaliar parece ser menos doloroso do que ser avaliado, e é desta “avaliação” que devemos repensar e refletir com muita seriedade, pois a mesma deve fazer parte da prática em sala com nossos alunos como parte do processo, e nem sempre esta é a postura assumida.
Pensar e repensar a avaliação, o processo de construção do conhecimento de cada aluno, a prática pedagógica propiciada e uma série de outras questões presentes no contexto escolar são uma atitude saudável e necessária quando pretendemos ser coerente.
Penso, contudo, que são das reflexões que nascem novas ações, e por isso não pretendo parar de repensar sobre minhas ações!
2 de dez. de 2009
Contribuições ... Linguagem e Educação

Quero registrar algumas contribuições, ou seja, registrar os conhecimentos mais significativos oriundos dos textos dos Módulos 5,6 e 7 de forma sintetizada. O texto É PRECISO CONJUGAR ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO? (BETOLILA; SOARES, 2007) aponta que a alfabetização e o letramento devem ser processos simultâneos e indissociáveis para que a criança tenha inserção plena no mundo da leitura e escrita, pois ela precisa apropriar-se da tecnologia da escrita, e também, reconhecer seus usos e funções por meio de vivências de diferentes práticas de leitura e escrita. PSICOGÊNESE DA ESCRITA (LETRA A, 2005) traz a idéia de que a construção da escrita está baseada nos conhecimentos prévios, assimilações e interações com os outros e com os usos da leitura e escrita, são hipóteses espontâneas construídas pelo próprio aprendiz, que vai se alargando no campo do conhecimento lingüístico, perpassando por processos de hipóteses gradualmente.
No Módulo 5, a entrevista de Magda Soares, explícita no texto NADA É MAIS GRATIFICANTE QUE ALFABETIZAR, fica a concepção de que devemos estar centrados em como a criança aprende, e não em como ensinar. É preciso termos métodos de alfabetização, pois um único método não dará conta da demanda deste processo. Traz a distinção de método fônico e consciência fonológica, esta última, bem conceituada no texto CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA DO Módulo6. Este texto reforça que a criança formula hipóteses e progride em nível de conhecimento quando se familiariza com formas de escritas do dia-a-dia e reflete sobre a natureza e funcionamento da língua escrita, onde cabe ao professor chamar a atenção das crianças para os segmentos sonoros da língua oral.
O texto AS DUAS FACES DA ORTOGRAFIA (GURGEL, 2009) traz o trabalho com a ortografia em duas frentes: irregularidades e regularidades. Em suma, no que se refere a linguagem, precisamos alargar nossos conhecimentos para que tenhamos mais qualidade na prática pedagógica e na aprendizagem de nossos alunos.
24 de nov. de 2009
Reflexões interdisciplinares...

Hoje me dediquei a refletir sobre as contribuições das Interdisciplinas do Eixo VII, do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
Sem consulta a materiais bibliográficos, me proponho a trazer alguns conhecimentos que adquiri nesta caminhada. Para mim, ficou muito presente que nós, enquanto educadores, devemos estar abertos a novos conhecimentos e principalmente, em constante reflexão a cerca do fazer docente. Pensar e repensar os princípios orientadores da nossa prática, conhecer a realidade e o contexto para quem estamos planejando, levando em consideração o interesse e o processo de desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância quando intencionamos alcançar uma educação de qualidade.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação reforçou a necessidade de conhecermos metodologias, estarmos embasados teoricamente, compreendermos como o nosso aluno aprende, concebendo a aprendizagem como um processo de construção, bem como, a Interdisciplina de Linguagem e Educação nos aponta a relevância de focar alfabetização e letramento de forma indissociável.
A Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil me trouxe a definição do público pertencente a esta modalidade de ensino, bem como, a complexidade e especificidade desta. Língua Brasileira de Sinais, interdisciplina do Eixo VII trouxe a meu conhecimento a idéia de cultura, pois as pessoas surdas, embora minoria lingüística os surdos têm estruturada sua história, sua arte, sua língua, comunidade, enfim, é uma cultura completa que contempla uma definição de público da educação.
Enfim, as aprendizagens a partir das Interdisciplinas deste 7º semestre me trouxeram segurança para o desenvolvimento de uma prática pedagógica mais coerente, pois a reflexão constante é a base para estarmos transformando nossas concepções, adequando-nos a realidade do cenário educacional do qual fazemos parte.
Mapear nosso público, identificar as distintas identidades que fazem parte da diversidade da sala de aula é um passo necessário para contribuirmos, no sentido de, propiciar uma educação significativa para todos os envolvidos.
Interdisciplinarmente refletindo, os conhecimentos que adquiri com este curso, podem ser descritos como teias que se completam e se complementam, e faz-se preciso estabelecer conexões para que tais aprendizagens venham a “ganhar corpo”, enriquecendo meu fazer pedagógico, minha concepção de educação e a vali deste ofício.
Talvez não tão interdisciplinar minhas reflexões, mas correspondem as conexões que fiz a partir das teias das minhas aprendizagens.
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18 de nov. de 2009
MULTIFACETAS DA INCLUSÃO

As políticas educacionais nos trazem a proposta de inclusão, e nos últimos tempos, a inclusão passou a ser propagadas nas falas, na mídia, nas escolas, na sociedade, enfim.
O que muitas vezes não nos damos por conta é que incluir significa mais que trazer para dentro, e quando falamos numa proposta de inclusão na educação estamos nos referindo a acolher os “excluídos”. E quem são estes excluídos?
As leis tratam de inclusão das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e outros em situação considerada desvantajosa com relação a maioria, abrangendo deficientes físicos e mentais. Conhecendo um pouco da história e contexto atual das pessoas constatei que estas lutam bastante para BANIR a atribuição da surdez à deficiência, pois o que define sua identidade é a sua cultura.
As pessoas surdas devem ter seu espaço no âmbito educacional, não como deficientes, mas como indivíduo de cultura específica e completa.
Nós enquanto educadores temos o dever de abrir as portas das escolas para esta cultura, de forma respeitosa, consciente, enfim, reconhecendo-a como CULTURA.
É nesta proposta que acredito, trabalhar para trazer esta concepção ao público escolar. É nosso dever provocar estas discussões e mudanças!
A escola só “Incluirá” esta cultura, se conhecê-la, se ela estiver aberta a novos conhecimentos, se garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da mesma. É neste sentido, que muito temos de avançar, pois estamos atrasados, visto que, nem mesmo as políticas públicas correspondem a demanda do contexto atual.
A questão não é apenas inclusão, mas sim, o respeito, a valorização e o reconhecimento da Cultura surda que tanto lutou e luta para que nós ouvintes saiamos da ignorância que nos constitui.
Respeitar é a demanda, que se fundamenta no CONHECIMENTO e RECONHECIMENTO.
O que muitas vezes não nos damos por conta é que incluir significa mais que trazer para dentro, e quando falamos numa proposta de inclusão na educação estamos nos referindo a acolher os “excluídos”. E quem são estes excluídos?
As leis tratam de inclusão das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e outros em situação considerada desvantajosa com relação a maioria, abrangendo deficientes físicos e mentais. Conhecendo um pouco da história e contexto atual das pessoas constatei que estas lutam bastante para BANIR a atribuição da surdez à deficiência, pois o que define sua identidade é a sua cultura.
As pessoas surdas devem ter seu espaço no âmbito educacional, não como deficientes, mas como indivíduo de cultura específica e completa.
Nós enquanto educadores temos o dever de abrir as portas das escolas para esta cultura, de forma respeitosa, consciente, enfim, reconhecendo-a como CULTURA.
É nesta proposta que acredito, trabalhar para trazer esta concepção ao público escolar. É nosso dever provocar estas discussões e mudanças!
A escola só “Incluirá” esta cultura, se conhecê-la, se ela estiver aberta a novos conhecimentos, se garantir as condições necessárias ao desenvolvimento da mesma. É neste sentido, que muito temos de avançar, pois estamos atrasados, visto que, nem mesmo as políticas públicas correspondem a demanda do contexto atual.
A questão não é apenas inclusão, mas sim, o respeito, a valorização e o reconhecimento da Cultura surda que tanto lutou e luta para que nós ouvintes saiamos da ignorância que nos constitui.
Respeitar é a demanda, que se fundamenta no CONHECIMENTO e RECONHECIMENTO.
Reflexões a cerca da Identidade e Cultura Surda

Nos últimos meses, a partir das contribuições da Interdisciplina de Língua Brasileira de Sinais venho refletindo sobre a história das pessoas surdas.
A história dos Surdos é marcada por muitas lutas na busca da valorização, do respeito e do reconhecimento da identidade, da arte, da comunidade e cultura surda. Ao conhecer um pouco sobre as políticas educacionais, sociais e legais referentes aos surdos me deparei com muitas problemáticas, entre elas, a errônea concepção a respeito da identidade surda, visto que, muitas políticas tratam da pessoa surda como deficiência, desrespeitando sua diferença.
Neste sentido, percebo o quanto negligenciamos enquanto seres humanos, a falta de conhecimento e clareza sobre as pessoas surdas nos torna indivíduos que pouco ou nada contribuem para a superação de inúmeros pré conceitos que permeiam nossas vidas. Venho pensando sobre os conhecimentos adquiridos com a interdisciplina de Libras e me frustro por compreender que estes não deveriam restringir-se apenas a uma mínima parcela de docentes, pois tratam de esclarecimentos e consciências que deveriam atingir a todos os docentes, e mais, a toda sociedade.
Percebo o quanto alimentamos durante anos concepções errôneas sobre as pessoas surdas. Conhecer um pouco da história dos surdos me fez perceber o quanto somos indivíduos ignorantes e trazemos conosco uma visão clínica distorcida, ou seja, para mim, o surdo correspondia a um indivíduo com deficiência, com falta de audição e fala, e por tais “condições” não teriam uma vida plena.
Em tempo, tive a oportunidade de desestabilizar pré conceitos, transformá-los e conceber que as pessoas surda são diferentes porque têm uma linguagem própria, história, arte e identidade, estamos tratando de uma cultura. Com estas percepções e aprendizagens, vejo que a sociedade, bem como, as políticas voltadas para esta cultura está desconectada e descontextualizada, pois trazem a ignorância acima de tudo.
Conhecer a Cultura Surda abriu meus horizontes, me propiciou ter uma visão diferente, ter um olhar sobre outro ângulo, alimentando o respeito da diferença e o reconhecimento desta Cultura.
Creio que é preciso refletir mais, estas foram algumas “barreiras” superadas, do preconceito, e na ignorância no que se refere as pessoas surdas e sua cultura.
Esta interdisciplina está mexendo com minhas “estruturas”! e é muito prazeroso perceber estas mudanças!
A história dos Surdos é marcada por muitas lutas na busca da valorização, do respeito e do reconhecimento da identidade, da arte, da comunidade e cultura surda. Ao conhecer um pouco sobre as políticas educacionais, sociais e legais referentes aos surdos me deparei com muitas problemáticas, entre elas, a errônea concepção a respeito da identidade surda, visto que, muitas políticas tratam da pessoa surda como deficiência, desrespeitando sua diferença.
Neste sentido, percebo o quanto negligenciamos enquanto seres humanos, a falta de conhecimento e clareza sobre as pessoas surdas nos torna indivíduos que pouco ou nada contribuem para a superação de inúmeros pré conceitos que permeiam nossas vidas. Venho pensando sobre os conhecimentos adquiridos com a interdisciplina de Libras e me frustro por compreender que estes não deveriam restringir-se apenas a uma mínima parcela de docentes, pois tratam de esclarecimentos e consciências que deveriam atingir a todos os docentes, e mais, a toda sociedade.
Percebo o quanto alimentamos durante anos concepções errôneas sobre as pessoas surdas. Conhecer um pouco da história dos surdos me fez perceber o quanto somos indivíduos ignorantes e trazemos conosco uma visão clínica distorcida, ou seja, para mim, o surdo correspondia a um indivíduo com deficiência, com falta de audição e fala, e por tais “condições” não teriam uma vida plena.
Em tempo, tive a oportunidade de desestabilizar pré conceitos, transformá-los e conceber que as pessoas surda são diferentes porque têm uma linguagem própria, história, arte e identidade, estamos tratando de uma cultura. Com estas percepções e aprendizagens, vejo que a sociedade, bem como, as políticas voltadas para esta cultura está desconectada e descontextualizada, pois trazem a ignorância acima de tudo.
Conhecer a Cultura Surda abriu meus horizontes, me propiciou ter uma visão diferente, ter um olhar sobre outro ângulo, alimentando o respeito da diferença e o reconhecimento desta Cultura.
Creio que é preciso refletir mais, estas foram algumas “barreiras” superadas, do preconceito, e na ignorância no que se refere as pessoas surdas e sua cultura.
Esta interdisciplina está mexendo com minhas “estruturas”! e é muito prazeroso perceber estas mudanças!
29 de set. de 2009
LETRAMENTO OU ALFABETIZAÇÃO?
Muitas são as discussões entre os teóricos em função dos conceitos de alfabetização e/ou letramento.
O conceito de alfabetização costuma restringir-se ao processo mecânico de codificar e decodificar signos, ler e escrever. Mas Paulo Freire, ao longo de suas obras, sempre o conceito de alfabetização numa perspectiva bem mais ampla, sempre vinculada a emancipação do sujeito, à autonomia, à criticidade, enfim, a alfabetização com relação direta a construção da cidadania.
Muitos teóricos receiam que a concepção de alfabetização nesta perspectiva freireana fique restrita apenas aos meios acadêmicos, e por isso, o conceito de letramento ganha espaço a fim de garantir esta nova roupagem de emancipação do sujeito.
Percebemos a partir de estudos empíricos propostos pela Interdisciplina de linguagem e Educação, do eixo VII, do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS que o conceito de letramento é algo amplo e deve ser considerado segundo seu contexto.
[...] A palavra ‘letramento’ não está ainda dicionarizada. Pela complexidade e variação dos tipos de estudos que se enquadram nesse domínio, podemos perceber a complexidade do conceito. Assim, se um trabalho sobre letramento examina a capacidade de refletir sobre a própria linguagem de sujeitos alfabetizados versus sujeitos analfabetos (por exemplo, falar de palavras, sílabas e assim sucessivamente), então, segue-se que para esse pesquisador ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma capacidade metalinguística em relação à própria linguagem. Se, no entanto, um pesquisador investiga como um adulto e uma criança de um grupo social, versus outro grupo social, falam sobre o livro, a fim de caracterizar essas práticas, e, muitas vezes, correlacioná-las com o sucesso da criança na escola, então, segue-se que para esse investigador o letramento significa uma prática discursiva de determinado grupo social, que está relacionada ao papel da escrita para tornar significativa essa interação oral, mas que não envolve, necessariamente, as atividades específicas de ler ou de escrever (ver Heath, 1982, 1983; v. também Rojo, neste volume). (KLEIMAN, 2006)
Entretanto, a escola é uma importante agência de letramento, que não deveria envolver apenas o letramento escolar ( aquisição de códigos alfabéticos e numéricos...) mas letramento social oriundos de outras agências, família, trabalho, igreja, grupos e tantos outros, entendido como um conjunto de práticas sociais a partir da aquisição da escrita.
Qual o real papel da escola? Alfabetizar ou letrar?
Para mim, fica bem claro que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra, e isto deve ser considerado nas práticas escolares, bem como, envolver o letramento desde o início da alfabetização.
Parece confuso, mas não é!
O conceito de alfabetização costuma restringir-se ao processo mecânico de codificar e decodificar signos, ler e escrever. Mas Paulo Freire, ao longo de suas obras, sempre o conceito de alfabetização numa perspectiva bem mais ampla, sempre vinculada a emancipação do sujeito, à autonomia, à criticidade, enfim, a alfabetização com relação direta a construção da cidadania.
Muitos teóricos receiam que a concepção de alfabetização nesta perspectiva freireana fique restrita apenas aos meios acadêmicos, e por isso, o conceito de letramento ganha espaço a fim de garantir esta nova roupagem de emancipação do sujeito.
Percebemos a partir de estudos empíricos propostos pela Interdisciplina de linguagem e Educação, do eixo VII, do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS que o conceito de letramento é algo amplo e deve ser considerado segundo seu contexto.
[...] A palavra ‘letramento’ não está ainda dicionarizada. Pela complexidade e variação dos tipos de estudos que se enquadram nesse domínio, podemos perceber a complexidade do conceito. Assim, se um trabalho sobre letramento examina a capacidade de refletir sobre a própria linguagem de sujeitos alfabetizados versus sujeitos analfabetos (por exemplo, falar de palavras, sílabas e assim sucessivamente), então, segue-se que para esse pesquisador ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma capacidade metalinguística em relação à própria linguagem. Se, no entanto, um pesquisador investiga como um adulto e uma criança de um grupo social, versus outro grupo social, falam sobre o livro, a fim de caracterizar essas práticas, e, muitas vezes, correlacioná-las com o sucesso da criança na escola, então, segue-se que para esse investigador o letramento significa uma prática discursiva de determinado grupo social, que está relacionada ao papel da escrita para tornar significativa essa interação oral, mas que não envolve, necessariamente, as atividades específicas de ler ou de escrever (ver Heath, 1982, 1983; v. também Rojo, neste volume). (KLEIMAN, 2006)
Entretanto, a escola é uma importante agência de letramento, que não deveria envolver apenas o letramento escolar ( aquisição de códigos alfabéticos e numéricos...) mas letramento social oriundos de outras agências, família, trabalho, igreja, grupos e tantos outros, entendido como um conjunto de práticas sociais a partir da aquisição da escrita.
Qual o real papel da escola? Alfabetizar ou letrar?
Para mim, fica bem claro que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra, e isto deve ser considerado nas práticas escolares, bem como, envolver o letramento desde o início da alfabetização.
Parece confuso, mas não é!
PA’s, UMA PROPOSTA METODOLÓGICA FOCADA NA APRENDIZAGEM
Nos últimos meses me dispus a estudar sobre a metodologia de trabalho com Projetos de Aprendizagem, uma proposta inovadora que nos remete a importantes reflexões.
No entanto, o que considero mais difícil é “abandonar” parte daquilo que havia construído como ideal para as aprendizagens em sala de aula, como por exemplo, selecionar uma grade curricular, planejar aulas expositivas focadas no ensino, transmitir conhecimentos, enfim.
A proposta metodológica com PA’s tem seu foco na aprendizagem, parte do interesse dos alunos, das perguntas que trazem consegue e que pretendem construir respostas para elas. O aluno estabelece seus percursos, suas estratégias e ao professor cabe o papel de mediador, orientando, indagando, desestabilizando, etc.
Não há uma preocupação com o “vencimento” da grade curricular estabelecida para uma série específica, o foco está nas aprendizagens que vão sendo construídas. A avaliação nos PA’s é realizada por todos os envolvidos e o professor perde seu “status” de “julgador” quantitativo de conhecimentos. Também não há preocupação exclusiva com resultados, todo o processo das aprendizagens é considerado e avaliado.
É algo novo e que vale a pena ser experimentado, pois a proposta metodológica com PA’s é pautada na aprendizagem, na liberdade, na autonomia e cooperação para todos os envolvidos, professores e alunos.
Conhecer esta proposta é fundamental para reformularmos nossas concepções!
No entanto, o que considero mais difícil é “abandonar” parte daquilo que havia construído como ideal para as aprendizagens em sala de aula, como por exemplo, selecionar uma grade curricular, planejar aulas expositivas focadas no ensino, transmitir conhecimentos, enfim.
A proposta metodológica com PA’s tem seu foco na aprendizagem, parte do interesse dos alunos, das perguntas que trazem consegue e que pretendem construir respostas para elas. O aluno estabelece seus percursos, suas estratégias e ao professor cabe o papel de mediador, orientando, indagando, desestabilizando, etc.
Não há uma preocupação com o “vencimento” da grade curricular estabelecida para uma série específica, o foco está nas aprendizagens que vão sendo construídas. A avaliação nos PA’s é realizada por todos os envolvidos e o professor perde seu “status” de “julgador” quantitativo de conhecimentos. Também não há preocupação exclusiva com resultados, todo o processo das aprendizagens é considerado e avaliado.
É algo novo e que vale a pena ser experimentado, pois a proposta metodológica com PA’s é pautada na aprendizagem, na liberdade, na autonomia e cooperação para todos os envolvidos, professores e alunos.
Conhecer esta proposta é fundamental para reformularmos nossas concepções!
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MODIFICANDO CONCEITOS
A aula presencial da Interdisciplina de língua Brasileira de Sinais, do eixo VII do Curso de Pedagogia à Distância, da UFRGS foi muito proveitosa, pois trouxe discussões muito importantes com relação a conceitos erroneamente circulados na mídia, no meio docente e na sociedade de forma geral no que diz respeito aos surdos.
Sempre tive plena convicção de que todo surdo é mudo, mas a partir das explicações trazidas pela professora Carolina Comerlato Sperb e sua intérprete, passei a entender que o surdo não apenas ouve, mas tem voz, e ela mesma exemplificou em sala de aula, contando que ao ver uma barata, se espanta e grita, a ao gritar nos causou um forte impacto, pois “desmontou” o conceito que tínhamos em relação aos surdos, antes tidos como surdos-mudos, e agora apenas surdos, porque não são ouvintes, mas tem voz.
Também nos permitiu refletir sobre o quão importante é a Língua Brasileira de sinais para eles, é o meio de expressar sua linguagem, de se comunicarem entre eles e com os outros.
Se tivermos presente a proposta de Inclusão, estaremos convictos que a Língua Brasileira de Sinais é algo que devemos nos apropriar para que possamos atender a todos, sem distinção, segundo as especificidades de cada indivíduo que faz parte de nosso contexto, na família, na escola, enfim.
Acredito que esta Interdisciplina é um diferencial em nossa formação docente, no sentido de que está ampliando significativamente muitos conceitos e ressignificando outros.
A cultura surda é algo que precisamos conhecer e trazer para dentro das escolas, só assim, derrubaremos as barreiras entre as culturas de ouvintes e não-ouvintes.
Eis aqui a excelência desta Interdisciplina!
Sempre tive plena convicção de que todo surdo é mudo, mas a partir das explicações trazidas pela professora Carolina Comerlato Sperb e sua intérprete, passei a entender que o surdo não apenas ouve, mas tem voz, e ela mesma exemplificou em sala de aula, contando que ao ver uma barata, se espanta e grita, a ao gritar nos causou um forte impacto, pois “desmontou” o conceito que tínhamos em relação aos surdos, antes tidos como surdos-mudos, e agora apenas surdos, porque não são ouvintes, mas tem voz.
Também nos permitiu refletir sobre o quão importante é a Língua Brasileira de sinais para eles, é o meio de expressar sua linguagem, de se comunicarem entre eles e com os outros.
Se tivermos presente a proposta de Inclusão, estaremos convictos que a Língua Brasileira de Sinais é algo que devemos nos apropriar para que possamos atender a todos, sem distinção, segundo as especificidades de cada indivíduo que faz parte de nosso contexto, na família, na escola, enfim.
Acredito que esta Interdisciplina é um diferencial em nossa formação docente, no sentido de que está ampliando significativamente muitos conceitos e ressignificando outros.
A cultura surda é algo que precisamos conhecer e trazer para dentro das escolas, só assim, derrubaremos as barreiras entre as culturas de ouvintes e não-ouvintes.
Eis aqui a excelência desta Interdisciplina!
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